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Cine PE (7)/E deu… O Jardim!

Luiz Carlos Merten

04 de julho de 2017 | 07h29

Tenho 12 minutos de bateria, o que não me permite ser extenso. O júri, integrado pelo cineasta Vladimir Carvalho, outorgou a Calunga de melhor filme do 21.º Festival do Recife para O Jardim das Aflições. Não desprezo o filme de Josias Teófilo sobre o filósofo Olavo de Carvalho, que faz observações interessantes sobre o Brasil e o mundo – principalmente sobre o impeachment da ex-presidente Dilma – e não deixa de ser crítico em relação a seu polêmico personagem, mas torcia por outro documentário, Los Leones, de André Lage, com outro nível de complexidade, que levou o prêmio da crítica. Realmente, muito bom. O júri oficial, outro júri, premiou Diamante, o Bailarina, de Pedro Jorge, e deu uma menção para Luiza, de Caio Baú, prêmios bastante defensáveis, mas eu fecho com o público, que premiou Mulheres Negras, de Day Rodrigues e Lucas Ogasawara. Até pensava que Los Leones pudesse ganhar no júri oficial – e o filme underground teria calado a boca dos que boicotaram o evento -, mas nunca duvidei que Mulheres Negras não fosse levar nada, porque senti tensão num breve encontro, quando elogiei o filme da Day. Minha bateria está se indo. Vou ter de retomar o assunto depois.