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Céu de estrelas? Não, de estradas esburacadas

Luiz Carlos Merten

23 Janeiro 2015 | 17h44

TIRADENTES – Depois de uma semana no Rio, estava indo a Porto Alegre para renovar o RG. Tenho meu número do Rio Grande e, nesta quadra da vida, beirando os 70, não vou querer mudar. Não deu tempo. Cheguei em Porto e o telefonema me alcançou quase na mesma hora, lembrando que no dia seguinte eu tinha um encontro com Rodrigo Santoro no Rio. Fiz o bate-volta mais insano da minha vida, porque Porto/Rio não é exatamente uma ponte aérea e, no voo com escala, tive o desprazer de pegar tempestade no trecho até Florianópolis, o que fez o avião balançar como se fosse despencar a qualquer momento. Valeram, o filme (Golpe Duplo, bem melhor que O Vigarista do Ano, da mesma dupla de diretores, Glenn Ficarra e John Requa) e o Rodrigão, mas ninguém merecia, na volta para São Paulo, pegar mais e mais turbulência. Estou preso a um compromisso ético de não publicar matéria nem fazer crítica antes de 22 de fevereiro. Nesse dia é que não vou falar mesmo do filme, porque será o Oscar e o interesse jornalístico será outro. Mas será que quebro o embargo? Rodrigo me disse que está em tratativas e é só uma questão de agenda para ele fazer Jesus no Ben-Hur de Timur Bekhmambetov. Legal! É um diretor do qual gosto bastante. Abraham Lincoln, Caçador de Vampiros é ótimo (e possibilita leituras muito ricas sobre temas complexos como democracia e corrupção, aplicáveis à Rússia, de onde o diretor é originário, como ao Brasil e os EUA. Vampirismo ali é só fachada).