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César Baptista e o toque tarantinesco de Dias Perfeitos

Luiz Carlos Merten

30 de julho de 2017 | 12h54

Fomos ontem em excursão ao Teatro Augusta para ver Dias Perfeitos. Gabriel Vilela, Cláudio Fontana, Dib Carneiro e eu. Encontramos Renata Alvim e o marido. Dias Perfeitos, não Felizes. Ia escrever – o filme é adaptado do livro de Raphael Montes. Não deixa de ser meio cinematográfico, pois o diretor César Baptista, além de cria de Gabriel (e do Antunes Filho), tem a veia tarantinesca. Quentin, Stanley Kubrick, os espetáculos dele são sempre cheios de referência a cinema. Dias Perfeitos segue-se a outra adaptação do escritor, Roleta Russa, que também já era uma parceria de César com o ator Hélio Souto, filho do lendário astro da Vera Cruz. Helinho foi quem introduziu o diretor – introduziu o c…, já ouço o César dizendo – no universo do autor cultuado. Um cara tímido se envolve com uma mulher descolada. Ela é escritora (de roteiros), ele é médico. A montagem começa com uma fala dela, termina em seu rosto. Ao longo de 1h40, assistimos ao massacre do feminino. A violência do mundo no palco. Impressionante. César e a mulher, com quem jantamos depois – no Tordesilhas -, é bom de diálogo, à mesa e no palco. Dirige bem os atores, faz da trilha personagem. É um ótimo espetáculo, também interpretado por Arno Afonso, Leonardo Vasconcelos e Dani Brescianini. Que voz tem essa mulher! Dias Perfeitos termina hoje. Última sessão às 18 h. Dá tempo de irem. De minha parte, quero ver daqui a pouco, à tarde, o Daniel Hendler no Festival Latino. O ator uruguaio é o diretor de O Candidato, que passa às 15 h no Spcine Olido. Lá estarei.