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CCXP18!

Luiz Carlos Merten

09 de dezembro de 2018 | 08h20

Havia me programado para rever Estado de Sítio ontem à noite. A montagem de Gabriel Villela da peça de Albert Camus encerra temporada no próximo fim de semana, dia 16. Nunca se sabe como será o amanhã. É bom fazer logo o que queremos. Mas terminei comprando ingresso para a semana que vem. O dia ontem foi punk. Às 9h30 já estava no táxi, indo para a CCXP, para entrevistar M. Night Shyamalan. Peguei um trânsito do cão na Bandeirantes e, na Imigrantes, a alça de acesso na ponte da Comic-con estava travada. Tive de subir a pé. Lembrei-me que já havia subido no ano passado, mas agora foi pior. Cheguei lá em cima sem fôlego, mas me recuperei rápido. Fiz o credenciamento e… Bem-vindo ao mundo nerd, geek. Shyamalan foi ótimo. Seu novo filme, Vidro, que estreia em janeiro, não é simplesmente o encontro de Corpo Fechado com Fragmentado. Shyamalan fragmentou Corpo Fechado em três filmes para dar contas dos personagens de Bruce Willis, Samuel L. Jasckson e James McAvoy. Para entrevistá-lo, havia visto 22 minutos de Vidro – sobre os quais não posso falar, mas foram pretty exciting. Durante o seu painel sobre Vidro, à tarde, ele mostrou cenas inéditas de Corpo Fechado, revisitou com a plateia uma cena chave de Fragmentado e antecipou outras que não tinha visto de Glass. O mundo das mentes perturbadas, as metáforas das América e do mundo. Shyamalan, americano não nascido nos EUA, carrega esse deslocamento, esse estranhamento. Vê o mundo como um outsider. Terminei a entrevista com ele, peguei outro táxi e corri para o Gran Hyatt, para entrevistar o diretor de Escape Room e a atriz de MIB – Homens de Preto. Adam Robitel é uma simpatia. Tessa Thompson, a Valquiria de Thor – Ragnarock, é linda. Me disse o que repetiu mais tarde na CCXP. É uma filha espiritual de Will Smith e Tommy Lee Jones. E o novo filme extrapola Nova York para ganhar o mundo. Não fazia a menor ideia do que eram/são os escape rooms. Uma colega jornalista, enquanto esperávamnos, me contou que já viraram coqueluche por aqui também – só em LA São 2000 desses espaços, informou-me Adam. Em Sampá, a garota me disse que o Escape Room a que foi era um quarto no Bates Motel. Você tem uma hora para tentar sair, caso contrário… E Adam – é um jogo sobre matar, e não morrer. Fiz as entrevistas e, de carro, voltei para a Imigrantes. O painel de Vidro, o da Marvel – com as entrevistas de Sebastian Stan, o Soldado Invernsal, e Brie Larson, a Capitã América, com quem me encontro hoje à tarde – e o painel da Sony, finalmente com imagens de MIB (havia entrevistado Tessa no ‘escuro’). Night, Stan, Brie, Tessa, todos ficaram impressionadíssimos com a vibração do público. Fizeram selfies que, imediatamente, dispararam para o mundo. A CCXP de São Paulo não para de crescer. Foi tudo muito forte, intenso. Entendem por que não tinha condições de rever o Gabriel? Jantei, tomei um bom vinho e às 10h30 da noite já estava na cama. Li (um pouco). Desmaiei. E hoje tem físio, Brie, jornal. Gosto dessa agitação.