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CCXP!

Luiz Carlos Merten

11 Dezembro 2017 | 10h10

Há exatamente uma semana que não posto nada. E não é por falta de assunto. A semana passada foi bem agitada. Cabines, entrevistas, CCXP. Entrevistei o produtor Colin Trevorrow e o diretor J.A. Bayona, de Jurassic World – Reino Ameaçado, o carinha de Jumanji – Bem-vindo à Selva, ex-Jonas Brothers.Ainda bem que fui pesquisar quem era Nick Jonas. Teria pagado o maior mico, porque a entrevista era individual, como foram as do novo Jurassic World. Sempre vi o filme anterior, o recomeço da franquia, como uma aventura ‘hawksiana’. Discussão de gêneros – homem, mulher. Gostei de conversar com o Trevorrow, e mais ainda com o Bayona. a matéria já saiu no Caderno 2. Reino Ameaçado é sobre vulcão em erupção na ilha dos dinos. E, agora, eles serão extintos de novo? A revolta da natureza – Mother, a mãe Terra de Darren Aronofsky. Se a conversa com Bayona foi basicamente sobre Hawks, e o que significa falar sobre ‘gêneros humanos’ em fase de empoderamento das mulheres e afirmação do orgulho LGBT, com Trevorrow foi Al Gore. Citei, en passant, que havia entrevistado Al Gore e a partir daí o produtor e diretor colocou o foco na política, ‘demolindo’ Mr. Trump. Foi bem legal. Boto fé de que Reino Ameaçado será bom. Tomara! Diverti-me muito com o reboot de Jumanji por Jake Kasdan. Os jovens, transportados para o jogo, vão parar no corpo dos personagens da ficção. Jack Black é hilário incorporando a ‘menina’ e Dwayne Johnson acerta o tom como o nerd, tímido com as garotas. O cinema é uma coisa maravilhosa. Minha colega Regina (Cavalcanti) zoa comigo dizendo que deveria mudar o quadro de cotações. Em vez de quatro estrelas, quatro ‘lágrimas’. Rocco e Seus Irmãos, hors concours, cinco lágrimas – é o filme em que mais choro. Extraordinário, o filme, quatro? Jumanji, três? Assinei um embargo que me impede de fazer crítica, mas a aventura é bem legal e as partes mais emocionantes ficam por conta de Nick, quando ele descobre que está há 20 anos dentro do jogo e pergunta pelos pais, ou no final, quando… Olha o spoiler! Havia um bando de meninas na porta do hotel para tentar ver o Nick Jonas e, na sala em que fiz hora para a entrevista, uma garota era a própria ‘Bethany’ – uma das personagens -, esperando para fazer selfie com ele. Bethany, no filme, pertence à geração ‘nomofóbica’, viciada em celular e redes sociais. Vira uma pessoa melhor quando, no corpo de Jack Black, descobre que a vida é mais do que FB (descobri o que é!). O mundo todo ao redor ligado, e eu resistindo ao celular. Ando me sentindo um ET. Enfim… As entrevistas com Alicia Vikander e Simon Pegg foram de grupo, roundtables. A nova Lara Croft e o co-creator do OASIS, o game dentro de Jogador N.º 1, o novo Steven Spielberg. Fui no sábado e domingo à São Paulo Expo, na CCXP. Comic Con Experience. Vi o painel de Star Wars – Os Últimos Jedi e as apresentações de Alicia, Tay Sheridan (também do Jogador) e Simon no palco gigante. Os trailers de Lara Croft – A Origem, com a heroína menos sexy – um signo da época, o empoderamento feminino – e a distopia de Jogador N.º 1. Spielberg de volta ao universo virtual de Minority Report. Impressionante! Desta vez, não circulei pela CCXP. Entrei, vi os painéis que me interessavam, e saí. O evento cresceu em relação ao ano passado – mais gente. E é incrível como encontro algumas pessoas naquele mundaréu de gente. No ano passado, topei com Walkiria Barbosa, da Total (e do Festival do Rio), que vinha para uma entrevista com a filha diretora, Anita. As duas apresentavam Amor.com, com Isis Valverde, que tinha certa graça, mas não foi nenhum estouro – o ano não foi dos melhores para o cinema brasileiro. Este ano, topei com Marcos Didonet, do Festival do Rio e da Total, que chegava com a estrela mirim de Não se Aceitam Devoluções, para apresentar o filme. Vamos convir que a CCXP é um evento de mercado. A palavra de ordem é con-su-mo. Dentro desse universo operam os artistas críticos, como Christopher Nolan, Zack Snyder, Colin Trevorrow, J.A. Bayona. O painel da Warner apresentou material exclusivo sobre a sequência de IT – A Coisa e A Freira, o novo terror do especialista James Wan. O carinha é f… Jason Momoa mandou uma saudação da Austrália, do set de seu longa solo como Aquaman. E quem dirige? James Wan! O universo DC em expansão. Posso até me divertir com as aventuras de super-heróis da Marvel, mas a DC ocupa outro patamar. Zack Snyder e suas tragédias familiares, ainda mais sombrias após o suicídio da filha. Znyder e seu Superman, o ‘deus’ Henry Cavill, maior ator de comics do cinema. E por falar em Momoa… Schwarzenegger já era. Bye-bye. Mr. Muscles agora é… Jason Momoa!