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CCXP (2)/Saudades do meu Proust, ou em busca do tempo perdido

Luiz Carlos Merten

08 de dezembro de 2019 | 08h55

Na sexta, passei boa parte do meu dia naquele palácio no meio da selva – o Tangará, no Parque Burle Marx – para fazer as entrevistas de Aves de Rapina. No sábado, estava no meio da cidade, no Fasano, nos Jardins, mas lá se foram mais de três horas, quase quatro, para, no meio disso, falar cinco minutos cravados com o trio Daisy Ridley/John Boyega/Oscar Isaac, mais cinco com JJ Abrams, de Star Wars – A Ascensão Skywalker, todos em São Paulo por conta da Comic Con. Quando entrei na sala dos primeiros, tomei um choque. Devia ter umas 20 pessoas, entre técnicos e assessores, numa salinha de m… Até a Hebe, com plateia, tinha o divã para garantir certa privacidade nas entrevistas. Em Buenos Aires, levado pela Netflix, fiquei quase 20 minutos sozinho com Jonathan Pryce para conversarmos sobre Os Dois Papas, que, aliás, já estreou e recomendo. O carro levava a gente do hotel e, aso chegar, em 15 minutos, já estava fazendo a primeira entrevista. Não é à toa que os diretores estão migrando para as plataformas de streaming (em busca de liberdade criativa). Daqui a pouco, os jornalistas, também. O domingo não está pintando menos agitado. Tenho de voltar à selva para entrevistar Gal Gadot e a diretora Patty Jenkins, depois jornal e, no fim da tarde, físio. Amanhã tem votação da APCA, na terça, Festival do Rio. E, na capa da CartaCapital desta semana, está o cerco do governo Bolsonaro, sua guerra cultural, contra os artistas. Fernanda Montenegro, a ‘sórdida’ (segundo Roberto Alvim, a quem já admirei, em outra encarnação) e os outros (Wagner Moura, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso). Mais do que triste, estou cansado. Socorro!