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Cannes, logo ali

Luiz Carlos Merten

19 de abril de 2013 | 13h51

CANCUN – Tenho acompanhado, pelas numerosas TVs espalhadas aqui no hotel, a cacada humana em Boston. Com horror e fascinacao, porque as imagens reais se somam aos trailers dos filmes que a Sony estah mostrando aqui e que compoem o calendario do seu verao de 2013. Elysium, After Earth e White House Down, o novo Roland Emmerich, em que terroristas tentam explodir a Casa Branca e Channing Tatum estah a postos para salvar o presidente Jamie Foxx. E pensar que, nao faz muito tempo, Will Smith tentou fazer um filme sobre um presidente negro e nenhum studio quis bancar, porque seria inviavel. Eh facil dizer que a cacada de Boston dah filme, mas ate agora, e por nao ter lido muita coisa, ainda nao entendi os motivos do ataque (se jah foram definidos) nem quem sao exatamente esses dois irmaos. Mudo radicalmente o assunto. Cannes divulgou sua selecao oficial, os filmes que compoem a competicao e os da mostra Un Certain Regard. Estou nos cascos para ver, na abertura, em 15 de maio, o Gatsby de Baz Luhrmann, mas nao posso dizer que o novo filme dos irmaos Coen me deixe muito excitado. Tendo a achar que Ethan e Joel sao supervalorizados, mas eles sao queridinhos em Cannes e lah vamos nos, fazer o que?  Me entusiasmam muito mais Paolo Sorrentino, James Gray, Kore-eda Hirokazu, Jia Zhang-ke, Abedallatif Kechiche, Asghar Fahradi, Arnaud Desplechin, Takeshi Miike, Nicolas Winding Refn e Roman Polanski, que tambem estarao na disputa pela Palma de Ouro. Duas Valerias, atrizes, participam da selecao – a Bruni Tedeschi na competicao, com seu Castelo na Italia, e a Golino, estreante, com Miele, na mostra Un Certo Olhar, que terah outras mulheres talentosissimas, e consagradas – Claire Denis e Sofia Coppola (na abertura). Tanta coisa acontecendo, ou por acontecer, e aqui estou fazendo essas entrevistas embargadas, que soh vou poder comecar a publicar em junho, daqui a dois meses. Isso me frustra, confesso. Se nao tenho materias para redigir correndo, como ontem – as estreias de hoje -, sinto-me meio paralisado, inutil.

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