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Cannes (7)/Ainda o Godard

Luiz Carlos Merten

12 de maio de 2016 | 18h21

CANNES – Volto ao Godard, Masculino Feminino, porque esqueci de destacar algo importante. Não me lembrava – havia visto o filme nos anos 1960! -, mas de cara o personagem de Jean-Pierre Léaud é cooptado a assinar um documento em defesa de artistas presos no Brasil pelo regime cívico-militar. Léaud faz um comentário do tipo – “Na semana passada foi em Madri, agora no Rio de Janeiro. Onde será na semana que vem? Em Lisboa, na Turquia?” O filme de Jean-Luc Godard é de 1965, posterior, portanto, ao golpe mas anterior ao golpe dentro do golpe, o AI-5, que é de 1968. Achei que valia destacar e, mais que nunca, torço para que distribuidores independentes, tipo Imovision, Pandoras ou H2O, ou a Renata de Almeida, na Mostra, levem Masculin-Féminin para o Brasil.