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Cannes (53)/E a Palma é de… Loach!

Luiz Carlos Merten

22 de maio de 2016 | 15h39

CANNES – Nem Paul Verhoeven nem Maren Ade. A Palma de Ouro do júri de George Miller foi atribuída a Ken Loach, por I, Daniel Blake. Escrevi num post anterior que meu amigo José Carlos Avellar teria gostado do discurso anticapitalista e antiglobalização do novo filme do velho militante. É uma pena que ele não esteja aqui. Em seu agradecimento, Loach falou de Cannes como um espaço de resistência e disse que um novo mundo é possível. Foi calorosamente aplaudido no Palais (como já havia sido na gala de seu filme). Em revanche, a sala de imprensa ficou muda. Ninguém esperava e nem era o caso de querer vaiar, porque se trata de uma bela (e ousada) escolha, como havia prometido Mads Mikkelsen. É a segunda Palma de Loach, depois de Ventos da Liberdade, há exatamente dez anos.