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Cannes (3)/Almodóvar e as vantagens de ser presidente (do júri)

Luiz Carlos Merten

17 Maio 2017 | 11h31

CANNES – Confesso que tomei um susto ao ver reunido o júri de Pedro Almodóvar. Nunca me havia dado ao trabalho de ver qual seria sua composição. Uau! Will Smith, Paolo Sorrentino, Park Chan-wook, Jessica Chastain, Maren Ade, Fang Bingbing, Agnès Jaoui… É um grupo eclético, muito interessante. Só quero ver no que vai dar. Pedro contou que hesitou antes de aceitar, com medo da responsabilidade. O diretor artístico Thierry Frémaux teve de ir a Madri para convencê-lo. E, depois, presidir o júri tem suas vantagens. Antes de vir para Cannes ele passou por Paris para renovar o guarda-roupa. A camisa colorida e o chapéu de palha que usava hoje na coletiva fazem parte do seu novo look ‘cannois’. E, daqui a pouco, ele inaugura o primeiro de uma série de ‘tuxedos’, um para cada noite. Na coletiva, Almodóvar repetiu o que já me havia dito uma vez. É cinéfilo e, como tal, espera ser surpreendido. ver nascer um filme é coisa excitante, principalmente quando a gente não sabe nada do que vai ver. Mas quando ele, como diretor, começa a olhar para o lado técnico – a fotografia, os movimentos de câmera, a interpretação… Melou! É tudo o que ele espera que não ocorra nos próximos dez dias – o 11.º será o da premiação, dia 28.