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Cannes (31)/Mais do mesmo?

Luiz Carlos Merten

18 de maio de 2016 | 08h24

CANNES – Ando num ritmo binário com os Dardenne. Não gosto de Lorna, gostei de Dois Dias e Uma Noite, aborreci-me um pouco com La Fille Unconnue, a Jovem Desconhecida, que concorre este ano aqui emn Cannes. O filme é sobre essa jovem médica, totalmente dedicada a seus pacientes, que não atende a um chamado fora de hora e, ao descobrir que uma garota negra morreu em circunstâncias misteriosas perto de seu consultório, sente-se responsável e resolve investigar. O filme narra uma enquete policial, mas não é de gênero. Por isso mesmo, o protagonista, que era inicialmente policial, transformou-se na doutora. É curioso como os filmes vão dialogando na seleção. A médica é devorada pela culpa, como a professora de literatura de Almodóvar em Julieta. Nenhum dos dois filmes é thriller, embora o de Pedro tenha suspense. por seu humanismo, pela qualidade da interpretação, La Fille Unconnue merece respeito, mas daí a gostar… Até Ken Loach consegue se renovar em I, Daniel Blake. Os Dardenne me cansam, exibindo mais do mesmo.