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Cannes (14)/O festival como espaço de experimentação

Luiz Carlos Merten

23 Maio 2017 | 08h15

CANNES – Seguem as homenagens. Sob a rubrica Evénements 70ème Anniversaire, o festival mostrou hoje para a imprensa 24 Frames. O último Abbas Kiarostami – seu legado? São 24 curtas com duração de 4 min e 30 seg cada. Com as ferramentas do digital, Kiarostami dá vida a naturezas mortas e joga o espectador dentro de quadros como Glaneuses, de Jean-François Millet. que descobriu aos 16 anos e permaneceu, até o fim da vida – morreu em julho passado – um de seus preferidos. Indo adiante de Kiarostami, Alejandro González Iñarritu está aqui em Cannes com uma experiência de VR, virtual reality. Instalada num hangar fora da cidade, chama-se Carne y Arena. Você põe os óculos e vive a sensação de estar atravessando, como clandestino, a fronteira mexicana. Chega a polícia e mete a arma na sua cara. É horripilante. O festival tem proporcionado esse tipo de descoberta. Frost, de Sharunas Bartas, na Quinzena, é sobre um garoto lituano que vive à sombra da guerra, sem compreendê-la. O que ele faz é partir numa experiência de descoberta, para tentar entender o mundo. Frost tem a cara da Mostra. Não tenho me encontrado com Renata de Almeida, mas podem estar certos de que Sharunas Bartas estará na seleção deste ano, em outubro.