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Bingo no Oscar, Guadagnino no Rio, James Gray no espaço… Eta, mundão!

Luiz Carlos Merten

16 de setembro de 2017 | 09h36

Nem me dei conta de quantos dias se passaram desde meu último post. Mas foi uma semana corrida. Na terça, houve a festa do meu aniversário, com jantar no Bra.do – a chef caprichou na comida, todo mundo elogiou. Na quarta, houve a junket de Duas de Mim, na quinta, tive de ver Glory para entrevistar o diretor e, na sexta – ontem -, fiz um duplo. Estava no anúncio do candidato brasileiro para concorrer ao Oscar – e deu Bingo, como imaginava -, corri atrás do Daniel Rezende para entrevistá-lo e, às 16 h, já estava na Sony para ver o footage do novo Blade Runner, indispensável para entrevistar Denis Villeneuve. Uau! Assinei um embargo, o que me impede de contar/comentar o que vi, mas promete. E como! Quanto ao Bingo, preciso rever o filme, pelo qual não tenho muito entusiasmo. Senti um clima pesado entre os integrantes da comissão. O anúncio demorou para ser feito, sinal de que o pau estava quebrando. De volta à Redação, tinha um monte de textos para sábado e domingo. No domingo, caiu a entrevista que fiz com Luca Guadagnino em Berlim, por seu belo Call Me by Your Name. O filme será distribuído pela Sony no Brasil e Guadagnino vem para o Festival do Rio. Estou tentando dar a entrevista antes, porque depois o cara estará aqui, disponível para todo o mundo. O festival começa dia 5, Me Chame pelo Seu Nome passa no 6. Já tem trailer, procurem. Entrevistei Rodrigo Teixeira, que é produtor (com um grupo francês). Rodrigo considera, acertadamente, que é um dos melhores filmes que dirigiu. Há uma campanha para que o filme de Guadagnino vá para o Oscar, mas não o de filme estrangeiro, representando a Itália. A ideia é cravar a candidatura na categoria principal, entre os nove que concorrem a melhor filme. Call Me by Your Name é lindo. Houve uma vez um verão, 1983. Armie Hammer hospeda-se no palazzo de um italiano rico, na Lombardia. Rola um clima com o filho dele. Oliver, o gringo, intelectual, e Elio, o garoto, aprendiz. Timothée não sei das quantas, tenho de confirmar o nome. Parei para pesquisar – é Timothée Chalamet. O filme era um projeto de James Ivory, que Guadagnino assumiu. Outro grande filme LGBT, com o de Marcelo Caetano, Corpo Elétrico, e o de Leandra Leal, Divinas Divas. Tive um choque quando vi Call Me by Your Name, em pleno inverno alemão, no Festival de Berlim. Aquela Lombardia ensolarada me bateu como um sonho – de cinema. Bernardo Bertolucci rodou ali La Luna. Além de cineasta, Guadagnino é diretor de teatro e ópera. Foi crítico, graduado pela Universidade La Sapienza, de Roma, com uma tese sobre Jonathan Demme. Cinema é detalhe, e o filme dele é precioso. Foi um papo gostoso em Berlim. Depois do grupo, tive uma individual com o diretor. Guardo para o final a informação que, sei, vai fazer a alegria de muitos cinéfilos. Rodrigo Teixeira terá cinco filmes no Festival do Rio, inclusive La Ciambra, sua parceria com Martin Scorsese (não como diretor, mas produtor). Falei ontem com Rodrigo em São Paulo e na terça ele voa para Los Angeles, para o set em que Michael Gray finaliza sua ficção científica com Brad Pitt e Tommy Lee Jones. Apocalypse Now no espaço, disse-me o Rodrigo. A Cidade Perdida de Z já era uma espécie de apocalipse – na Amazônia. Rodrigo me contagiou com seu entusiasmo pelo James Gray, de quem gosto tanto. Cannes, 2018?

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