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Berlinale (9)/Adam McKay e Christian Bale, os entertainers

Luiz Carlos Merten

11 Fevereiro 2019 | 15h29

BERLIM – Christian Bale e o diretor Adam McKay foram a sensação da tarde, na coletiva de Vice, que passa fora de concurdso. O ex-vice presidente Dick Chenhey pode ter sido o homem forte da administração de George W. Bush, mas certamente não foi por admiração que Bale e McKay fizeram o filme. “Ele é um jerk, representa o poder no que tem de mais medíocre e mesquinho”, disse o ator. Para Bale, o desafio não era ‘impersonate’ Dick. “Seria fácil reproduzir na tela seu jeito de andar, falar, os gestos, mas aí o interesse do público ia se esgotar em dez minutos. O que a gente queria é segurar a audiência por mais de duas horas.” Para o ator, trata-se de ‘a hell of a script’. Algum político atual que esteja seguindo a trilha de Cheney? “Vocês sabem quem…” Bale engordou e ficou irreconhecível para o papel. Ele costuma jogar pesado com a imprensa. “Não estou conseguindo me concentrar, porque estou fascinado pela barriga daquele sujeito ali. (Apontou na plateia.) Está tudo bem?” Foi sua vingança que sempre pergunta sobre o quanto ele precisou engordar, etc. Perguntaram sobre sua relação com McKay. “Eu o proíbo de fazer qualquer revelação sobre nossa intimidade”, ameaçou o diretor. McKay veio da comédia. Era impersonator em Saturday Night Live. É um entertainer de primeira. O próprio filme, devastador no seu retrato da mediocridade do baixo clero da política, pode ser ótimo, crítico, impactante como cinema, mas é essencialmernte divertido. E por isso está no Oscar.