As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Berlinale (5)/Helvécio Marins Jr.

Luiz Carlos Merten

09 de fevereiro de 2019 | 05h03

BERLIM – Havia enviado perguntas aos diretores brasileiros que têm filmes na Berlinale. Nem todos responderam, as respostas (algumas) vieram longas e não pude usar tudo na matéria do Caderno 2. Mas é um desperdício perder esse material. Aqui vai a mini-entrevista com Helvécio Marins, que mostrou ontem no Forum seu longa Querência.
1. Sobre o que trata seu filme.

Querência é basicamente a história de um vaqueiro (Marcelo) que nasceu e cresceu na roça e sempre teve uma vida muito normal ali, até que em um belo dia uma quadrilha especializada em roubo de gado faz um assalto nessa fazenda de onde ele era vaqueiro. Ele é feito refém desse assalto, ele é concretizado e é considerado o maior assalto a roubo de cargas da história de Minas Gerais, tudo isso foi verídico. E esse jovem vaqueiro fica traumatizado. A partir disso o Marcelo é um personagem muito doce, ele é uma antítese do Brasil de hoje cheio de ódio. O Marcelo é a doçura, a candura em pessoa. Eu acho que faz muita falta esse tipo de caráter hoje para o povo brasileiro. Eu acho que o Marcelo vem a calhar muito nesse momento em que o país atravessa e o filme também perpassa de forma muito sútil, porque o Marcelo é um narrador de rodeio. Então eu faço dele uma espécie de um verso de protesto dos rappers para também ter algum tipo de questionamento político em relação ao país.

2. Qual a importância de estar em Berlim

Qualquer cineasta do mundo gostaria de ter seu filme em um dos maiores festivais do mundo.

3. Algum comentário sobre o momento atual do País.

O personagem do filme é uma antítese do Brasil de hoje, cheio de ódio. O país é uma grande vergonha mundial.

Tendências: