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Berlinale (4)/Agora, o Nobel

Luiz Carlos Merten

08 de fevereiro de 2019 | 21h34

BERLIM – Assisti, agora à noite, a meu primeiro brasileiro na 69.ª Berlinale. Querência, de Helvécio Marins Jr., integra a programação do Forum. Houve algo de bizarro na seleção – o filme, miúra, passou numa sala gigantesca – o Imax do Cine Stasr, do Sony Center. Em São Paulo, o equivalente seria o Imax do Bourbon. Uma história de roubo de gado, o lesado quer recomeçar como apresentador de rodeios. Não creio que tenha entendido o ponto de Marins Jr., mas Orlando Margarido teve uma interpretação interessante. Marins talvez tenha querido fazer o seu La Terra Trema, sem mar nem pescadores, mas com boiada. A sessão foi apoteótica. Sala lotada, e o diretor foi ovacionado ao dizer que tinha vestido aquela camiseta porque amava o cara. Virou-se, e tinha estampada a cara de Lula. Ouviram-se os tradicionais ‘Lula livre’, mas a campanha agora é pelo Prêmio Nobel da Paz para o ex-presidente.