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Berlinale (2)/E as coisas já melhoraram

Luiz Carlos Merten

07 de fevereiro de 2019 | 20h51

BERLIM – Duas vezes premiado no Festival – Urso de Ouro por O Casamento de Tuya e de Prata por Apart Together -, Wang Quanan veio dar um upgrade na competição, que começou fraca, e desde logo habilita-se a ser premiado de novo – por Ondog. O título refere-se ao ovo fossilizado de dinossauro que os norte-americanos descobriram nas extensas estepes da Mongólia. Lembrei-me de Leon Cakoff, porque o filme tem a cara dele – é do tipo que ele gostava de levar para a Mostra e que Renata de Almeida levará, com certeza. Widescreen, uma paisagem plana a perder de vista. No meio do nada, um corpo de mulher. Assassinada. Um jovem policial fica de guarda. Tem 18 anos, é virgem. Faz sexo com uma mulher das estepes. Será spoiler dizer que ela engravida? Para saber o que isso tem a ver com o ovo de dinossauro, você terá de ver. É daqueles filmes em que não acontece nada, mas nos quais nada é tudo. A intriga policial? Não é o ponto. Amei.

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