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Berlinale (18)/Brasileiros!

Luiz Carlos Merten

17 de fevereiro de 2019 | 15h02

BERLIM – Não dei conta de alguns brasileiros sobre os quais ainda quero falar. Greta, de Armando Praça, vai permitir a Marco Nanini devore todos os prêmios de interpretação do ano. Como o velho gay que não aguenta mais tanta solidão – e se envolve com um jovem marginal -, Nanini torna palpável a angústia que consome a alma. Aos próprios olhos, essa ligação nega o tipo de romantismo que o personagem sempre cultivou nos filmes de sua divina Greta Garbo. Muito bom. E teve Espero Tua (re)volta, de Elisa Catai, que ganhou o prêmio da Anistia Internacionsal. Um documentário sobre as ocupações de escolas por estudantes no Brasil, em 2015. Como o Marighella de Wagner Moura, o filme é sobre como o Estado brasileiro masssacra os rebeldes. Falei com Elisa para cumprtimentá-la por Espero Tua (Re)Volta, e pelo prêmio, e ela me disse que sonha com um lançamento alternativo, para que seu filme chegue ao público alvo, os jovens. A chancela da Anistia deve ajudar. Vai ser um ano de muita contestação, provocação nos grandes filmes brasileiros. Essa direita que sonha acabar com a cultura vai passar 2019 cutucada, vomitando sapos.

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