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Berlinale (16)

Luiz Carlos Merten

12 de fevereiro de 2015 | 10h05

BERLIM – Fiz, para o Caderno 2 de domingo passado, uma matéria sobre Glorious Technicolor, a retrospectiva da Berlinale deste ano, que privilegia o sistema de três cores que fez a glória da Hollywood dos estúdios, dos anos 1930 aos 50. Queria ter visto Ivanhoé, de Richard Thorpe, com Robert Taylor (e Joan Fontaine, e Elizabeth Taylor), e até retirei o ingresso, mas tive de desistir porque a sessão batia com a de outro filme, nem me lembrei mais se brasileiro ou da competição. Ontem, mandei tudo para o alto – e depois, tive de correr feito louco para recuperar -, mas fui ver Os Três Mosqueteiros, a versão de 1948, de George Sidney, com Gene Kelly como D’Artagnan e Lana Turner como Milady. É um dos mais belos filmes de aventuras do cinema, e o duelo inicial, quando ‘Dartênhan’ – como é chamado, em inglês – marca de enfrentar os três mosqueteiros e todos lutam contra a guarda do cardeal (Richelieu), é um grande momento do filme musical, encenada como uma cena sem canto nem dança, mas que é pura coreografia. Estava cheio de compromissos, dizia comigo ‘só mais um pouquinho’, mas fui ficando e fiquei até o final. Maravilhoso. A plateia estava lotada. Achei que seriam um velhos sem noção como eu, mas eram jovens, que ovacionaram o filme, no final. Arranjei um lugarzinho na lateral da primeira fila. Vi de pescoço torto, mas feliz. Estou indo agora ver o Ermanno Olmi, Torneranno I Prati, e na sequência emendo com outro George Sidney em Technicolor, Scaramouche, com Stewart Granger. Se não fosse também por esses momentos, (re)ver esses filmes naquela tela gigantesca, em condições excepcionais, qual seria a graça de estar aqui?

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