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Berlim (5)/Uma primeira pepita da Hungria

Luiz Carlos Merten

10 de fevereiro de 2017 | 17h39

BERLIM – Passei pelo hotel para redigir minha matéria de amanhã (sábado) do Caderno 2 e esses posts. Tenho de correr ao Cinemaxx para assistir à sessão de imprensa de mais um filme da competição, o dinamarquês Wild Maus/Wild Mouse, de Josef Hader. Mas não deixar de fazer pelo menos o registro – o filme de quer mais gostei até agora é o húngaro Of Body sand Soul, de Ildikó Enyedi. Não me lembro de algumas vez ter ouvido falar da diretora – muito prazer. O filme dela começa numa floresta coberta de neve, fotografia belíssima. Dois veados, um macho galhado, impressionante, e a fêrmea. Essas imagens vão permanecer ao longo do filme, até o desfecho., mas o drama se desenrola num matadouro. Matança industrial – Jesus! Embora não apareça nenhum bicho sendo sacrificado, é de virar vegetariano. Um homem e uma mulher. Ele, o diretor financeiro, ela, a nova inspetora de qualidade. Há um quiproquó criminal, a polícia vem investigar e, dada a naturez do crime, vem também uma psiquiatra, que parte de perguntas inesperadas – a primeira menstruação, a primeira ejaculção – e chega aos sonhos. Os protagonistas compartilhasm todas as noites o mesmo sonho – com o casal de veados na floresta. Ele teve algum tipo de trombose, ficou com um braço paralisado. Ela não suporta o contato humano. Vão se aproximar, claro. O filme é formalista, mas a beleza, o rigor, o elenco, a intensidade (e humanidade) dos conflitos, tudo me apanhou. Amanhã, entrevisto a diretora e aí poderei falar mais sobre Ildikó e seu belo filme.

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