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Ave, Ennio

Luiz Carlos Merten

29 de fevereiro de 2016 | 01h25

Estou na redação do Estado, redigindo as capas de amanhã do Caderno 2. A primeira edição fechou à 1 hora (madrugada), a próxima esperamos que o horário nos permita fechar com melhor filme. É um texto em aberto, um work em progress que vai mudando a toda hora. Por isso não estou postando, mas quero destacar os seis prêmios técnicos de Mad Max – Estrada da Fúria. Já que não tem coragem de premiar um filme como o de George Miller, a Academia teve a decência de premiar categorias que sustentam a visão do diretor. E me desculpem se insisto nisso, mas o novo Mad Max é obra de um visionário. O problema é que, como filme de ação, Estrada da Fúria não preenche os requisitos de seriedade e prestígio caros ao prêmio. A rigor, não houve muita novidade, talvez só o prêmio de coadjuvante para Mark Rylance, por Ponte dos Espiões, o único para o filme de Steven Spielberg, mas uma vitória de Sylvester Stallone, no reboot de Rocky – Creed -, seria uma coisa puramente afetiva. Alicia Vikander já havia sido premiada no Sindicato dos Atores por A Garota Dinamarquesa. Já escrevi que, pessoalmente, não abriria mão de dois prêmios para O Regresso. Um já foi, o de fotografia para Emmanuel Lubezki, que agradeceu ao ‘compadre Alejandro’. O próximo espero que seja para Leonardo DiCaprio. Enquanto redijo correndo esse post para voltar à capa do Caderno 2, Ennio Morricone está ganhando seu Oscar pela trilha de Os Oito Odiados. Ave, Ennio.