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Assunto encerrado (espero!)

Luiz Carlos Merten

09 de maio de 2014 | 10h55

Acho que vou ter de me desculpar como médico da Globo – vejam post anterior. A própria Iafa Britz me enviou um e-mail carinhoso, reafirmando nossa amizade, mas como ela não o fez como comentário do post não me sinto autorizado a  reproduzir. Mas ela nega que o médico em questão tenha feito aquela pergunta e até me adverte que não compre uma inimizade à toa, por um tilt de comunicação (e algo que nem foi dito). Assunto encerrado – espero! Depois do mal-estar de ontem, hoje amanheci feliz. à tarde., Ontem, visitei o set de Ponte Aérea, que Júlia Rezende roda aqui em São Paulo, após o êxito de Meu Passado Me Condena – 3,2 milhões de espectadores. Júlia muda o tom, o gênero, e embora todo mundo me fale do filme dela como comédia romântica, a própria Júlia prefere definir seu filme como um drama. Ponte Aérea é um projeto no qual ela vem trabalhando há quatro anos e que teria sido seu primeiro longa, se não tivesse sido atropelada pelo Meu Passado. Mas ela me disse,. e eu acredito, que foi bom ter feito um filme que não era um projeto pessoal, porque foi um grande aprendizado e agora ela se sente muito mais segura, nem um pouco aflita pela chamada maldição do segundo filme. Ponte Aérea é um filme menor – no tamanho, não na ambição -, mais intimista. Boy meets girl, existem grandes diferenças entre ambos – ele é grafiteiro, ela, diretora de criação de uma grande agência; ele,. Bruno, carioca, ela, Amanda, paulistana – e a diretora pega carona em Zygmunt Bauman para discutir o conceito tão contemporâneo do amor líquido. Adorei reencontrar, no set, Caio Blat, que faz o Bruno, Marisa Leão, a produtora, mãe de Júlia. E adorei conhecer Letícia Colin, que faz a Amanda. Ela é toda linda, mas o que é o olho da Letícia? Meu Deus! Estrela de musicais – O Grande Circo Mìstico, no Rio -, é a segunda pessoa que, em dois dias, me fala da peça e do filme que Cacá Diegues vai fazer. Na entrevista com Jesuíta Barbosa, de Praia do Futuro, ele também me falou que existe uma possibilidade e talvez faça o novo Cacá. Jesuíta é tão bom no que faz que não duvido que vá cantar, como me garantem que a Leticia faz (divinamente). Por falar em musicais, que coisa! Passei ontem o dia correndo, desligado de tudo, e só no fim da tarde soube da morte de Jair Rodrigues. Quando fui ver – fomos, um grupo que incluías Dib Carneiro – Elis, a Musical, Jair estava na plateia. Identificado pelo público, recebeu uma ovação, deu entrevistas. Achei-o bem, mas quem diria que João Sampaio também iria morrer daquele jeito? Jair Rodrigues faz parte do meu, do nosso imaginário. O que seria de Disparada sem ele? E do Fino da Bossa, em dupla com Elis Regina? O morro não tem vez/e o que ele fez… As músicas me perseguem desde ontem.

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