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As pérolas do Varilux

Luiz Carlos Merten

18 Junho 2018 | 15h00

O Festival Varilux do Cinema Francês entra na reta final. Últimos dias – até quarta, 20. Se ainda houver sessões não percam Marvin nem Promessa ao Amanhecer. No sábado, vi 50 São os Novos 30, de Valerie Lemercier. Posso estar perdendo meu grau de exigência – não creio -, mas achei uma delícia, um interessante exemplar francês de ‘feel good movie’. Uma mulher de 50 anos, que perdeu o marido e o emprego, vai morar com os velhos pais, que infernizam a vida dela. Nossa heroína se envolve com um homem de 50 que também está tendo de morar com os pais. Losers? Não, ou não necessariamente. A própria Valerie e Patrick Timsit fazem os papeis e a trilha é um regalo, com Amália Rodrigues e Charles Aznavour. Ontem, depois do malfadado jogo – estava na redação do Estado e perdi o Z, às 18 horas -, fui ver O Orgulho, de Yvan Attal. Daniel Auteuil faz um intelectual de direita, um professor de direito que, de cara, faz bullyng com garota do Magreb, Camélia Jordana, que chega atrasada na aula. Com a cabeça a prêmio, Auteuil aceita a proposta indecente do diretor da instituição, mais direitista que ele, para preparar a jovem, para um concurso de retórica. A verdade não é o que importa, mas os argumentos para desmoralizá-la. Camélia vai descobrir o estratagema de Auteuil e também como, apesar de tudo, ele foi/é importante para ela. Gostei bastante da primeira metade, mas, depois, acho que Attal se complica e o filme perde com isso.