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Artistas Unidos (2)

Luiz Carlos Merten

20 de abril de 2008 | 11h32

Olhem só os westerns distribuídos pelo selo United Artists – ‘A Última Diligência’ (Stagecoach), de John Ford; ‘Rio Vermelho’, de Howard Hawks; ‘Matar ou Morrer’ (High Noon), de Fred Zinnemann; ‘Da Terra Nascem os Homens’, de William Wyler; ‘Marcha de Heróis’, Ford, de novo; ‘Sete Homens e Um Destino’ e ‘A Hora da Pistola’, de John Sturges.
Acrescentem agora os spaghetti westerns, os primeiros de Leone, ‘Por Um Punhado de Dólares’, ‘Por Uns Dólares Mais’ e ‘Três Homens em Conflito’ (Il Buono, Il Brutto e Il Cattivo).
Os ou ‘o’ filme de guerra – ‘Glória Feita de Sangue’, de Stanley Kubrick.
As comédias – ‘Tempos Modernos’, ‘O Grande Ditador’ e ‘Luzes da Ribalta’, de Chaplin; ‘Quanto Mais Quente Melhor’, de Billy Wilder (e, depois, ‘Se Meu Apartamento Falasse’, ‘Irma la Douce’ etc); ‘Annie Hall’/Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e ‘Manhattan’, de Woody Allen.
Os grandes dramas – ‘O Homem do Braço de Ouro’, de Otto Preminger; ‘Doze Homens e Uma Sentença’, de Sidney Lumet; ‘Um Estranho no Ninho’, de Milos Forman.
‘O’ musical – o citado ‘Amor, Sublime Amor’, embora eu tenha comprado para (re)ver, mas vou sempre empurrando para depois, o DVD de ‘O Violinista do Telhado’, de Norman Jewison. Não sei, sinceramente, se o filme é tão grande quanto dizia um crítico francês, de uma revista que não existe mais, ‘Écran’, Rui Nogueira. Para ele, era o maior dos musicais, como ‘Crepúsculo dos Deuses’ (Sunset Boulevard) é o maior dos filmes sobre os bastidores de Hollywood. Tenho, de qualquer maneira, uma lembrança muito viva do Tevye casando a filha rebelde ao som de ‘Is this the little girl…’ Aquele homem que reflete sobre a sua menininha que virou mulher é uma coisa tão bonita, tão emocionante que eu choro só de pensar. Tudo bem que hoje eu tenho a minha filha Lúcia para ajudar na emoção, mas ela só nasceu mais de dez anos depois do lançamento.
Os filmes estrangeiros – Aqui, a lista é enorme. ‘As Noites de Cabíria’, ‘Satyricon’ e ‘Roma’, do Fellini; ‘O Rio Sagrado’, de Jean Renoir; ‘Último Tango em Paris’, do Bertolucci.
Acho que dá para tirar daí uma lista mais interessante do que aquela que improvisamos na hora.

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