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Arthur e a lenda da espada. Histórias que nunca acabam…

Luiz Carlos Merten

13 Maio 2017 | 09h08

Há quase uma semana que não posto! E,agora, sinto que quero recuperar o tempo perdido. Neste sábado, 8 e pouco da noite, embarco para Lisboa. Permaneço duas noites e me vou para Nice, e Cannes. O festival começa na quarta, 17. Lá devo estar na terça, 16. O festival termina no domingo, 28, e na manhã seguinte… Paris! Dib Carneiro vai ao meu encontro, mas chega somente na quarta, 31. Na segunda, 29, tem uma premiação aqui em São Paulo e o site dele, Pecinha É a Vovozinha, é finalista. Deem uma olhada, www.pecinhaeavovozinha,com.br, e votem porque é importante. Fui no outro dia, terça, a Alphaville para ver o novo Alien, Covenant, de Ridley Scott, que achei bem decepcionante, apesar do visual, como sempre no diretor, 10. E nesta sexta vi o Rei Arthur de Guy Ritchie – A Lenda da Espada. Charles Hunnam, o Percy Fawcett de James Gray. The Lost City of Z, A Cidade Perdida de Z. Na saída de Rei Arthur, trocamos uma ideia, Pedro Antunes e eu. A Warner term sido parceira do ex, muito ex, de Madonna. Coproduziu e/ou distribuiu os dois Sherlock Holmes com Robert Downey Jr. e o Agente da U.N.C.L.E, com a dupla Henry Cavill/Armie Hammer. Pedro acha que Ritchie está pronto para dirigir algum filme de super-herói. Não é que duvide – ele é muito estiloso. Mas não creio que a praia de Ritchie sejam os super-heróis. Seus personagens não são exatamente homens comuns. De Sherlock a Arthur, são sempre confrontados com o mito. Mas não possuem superpoderes, adaptam-se às circunstâncias e é o quefaz a força de suas criaturas. O discurso de Arthur/Hunnam para o usurpador Jude Law, quando ele agradece ao déspota porque o relegou a uma educação de bordel. Macho pra c… E a maga. Astrid Bergès-Frisbey. A sereia de Piratas do Caribe, o quarto, Navegando em Águas Misteriosas. A filha do puisatier, do pai. Amo as histórias de Marcel Pagnol e a de A Filha do Pai, que Daniel Auteuil dirigiu (além de interpretar), é linda. Astrid, ela se chama Patricia, se envolve com o aviador, integrante de uma classe superior. Ele vai para a guerra, ela engravida. Papai divide-se entre o senso de honra e o amor à filha. O aviador, Nicolas Duvauchelle, volta! O cinema é uma coisa maravilhosa. Rei Arthur é muito bom. Lamento não estar aqui na segunda para entrevistar Charles Hunnam. Gostaria de perguntar-lhe também sobre a Lost City. Tom Tolland, que faz seu filho no filme de James Gray, veio por Homem-Aranha e não se furtou a falar sobre a experiência na selva. Gosto muito da bossa de narrar de Guy Ritchie, quando ele antecipa, por exemplo, o que será o encontro de Arthur com os nobres, em busca de apoio. Ritchie gosta de decupar a cena antes, mostrando como será. Descoinstrói, antes de construir. O cinema contou muitas vezes a história de Arthur, e da lenda da espada – Excalibur. Nunca tive antes essa sensação. O falso happy end. A Távola Redonda. Camelot. O amor, a mulher – Guinevere – vão destruir o sonho. A mulher é a grande ausente em Rei Arthur. Mãe ou puta (no bordel), quase não aparece, mas a mãe assombra os sonhos do herói. A maga é assexuada. Não creio que a ideia seja continuar. Arthur 2. Mas poderíamos ter o encontro com Guinevere, Lancelot, a busca do Graal. São histórias que nunca acabam…