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Arábia, melhor do ano

Luiz Carlos Merten

12 de dezembro de 2018 | 09h32

Fizemos ontem à noite a votação para os melhores do ano. Tinha dois candidatos, o resto era tudo negociável – a APCA premia em sete categorias, que a gente pode escolher. Filme, direção, ator, atriz, roteiro, fotografia, especial e documentário. Aí são oito, um teria de cair. Meus ‘intocáveis’ eram o Arábia, melhor filme, e Magali Biff, melhor atriz, por Pela Janela, prêmio que ela já deveria ter recebido no ano passado em Gramado. No final, tive de abrir mão da Magali, e não porque os demais votantes não concordassem que ela era a melhor. Mas, pelo número de filmes que queríamos premiar, tivemos de abrir mão de melhor ator e atriz, instituindo um prêmio coletivo de interpretação que foi para… Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg. Magali, de qualquer maneira, foi decisiva para o prêmio de direção. Leiam – nossos sete mais do cinema brasileiro em 2018 foram:
Melhor filme, Arábia, de Affonso Uchôa e João Dumans
Diretor(a), Caroline Leone, de Pela Janela
Roteiro, Karine Telles, de Benzinho
Elenco, Paraíso Perdido
Fotografia, Glauco Firpo, de Tinta Bruta
Especial, Antes do Fim, de Cristiano Burlan
Documentário, Piripkura, de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge
Votar é a parte fácil, por mais que, eventualmente, surjam divisões entre os votantes. Difícil é levantar os recursos para a festa de premiação. Ela sempre termina por ocorrer, e todos esses artistas maravilhosos recebem seus troféus criados por Francisco Brennand, mas ficaria mais fácil – deixem-me jogar a sugestão – se Ademar Oliveira cedesse uma de suas salas, ou se o Canal Brasil, presente em todas as premiações, se associasse também a essa.

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