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Ano encantado

Luiz Carlos Merten

18 de fevereiro de 2014 | 09h55

BERLIM – Rapidinho, porque estou saindo. Vi agora que Cahiers du Cinema, que segue sendo a Bíblia do cinema de autor para muita gente, me imitou colocando L’ Inconnu du Lac, Um Estranho no Lago, de Alain Guiraudie, no topo de sua lista de dez mais do ano passado. Em terceiro, ficou Kechiche, Adèle ou Azul É a Cor Mais Quente, e em quarto, o Cuarón, Gravidade. A revista gostou tanto do filme que o utiliza para uma matéria longa, três páginas, sobre o que chama de Retour à la Féerie, Retorno aos contos de fadas. E acrescenta – de Star Trek a Gravidade, foi um ano encantado para a ficção-científica. Só para constar. Em segundo, a revista põe Spring Breakers, de Harmony Korine, que concorreu em Veneza, no ano passado, mas este não vi. Posso não rezar pelas cartilha de Cahiers, mas gosto que a revista tenha o mesmo despudor que eu, escolhendo filmes independentemente de custo e gênero.

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