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Ângela Vieira, chiquérrima!

Luiz Carlos Merten

01 de abril de 2020 | 18h09

Havia deixado recado no celular de minha amiga cineasta, Emília Silveira, e ela me retornou hoje. Está no sítio de sua amiga Ângela Vieira, em Araras, no Estado do Rio. Matamos saudade, nos atualizamos. O filho da Emília, meu ex-colega (do Estado), Felipe Werneck, mudou-se para a Alemanha, e ela lá estava enquanto ainda rodava o Festival de Berlim, em fevereiro. Os amigos, as pessoas de quem gostamos e que gostam da gente, são solidários nas crises. Ainda bem que tenho amigos, que vocês, com toda certeza, também têm. A Emília, por exemplo, está na casa da Ângela, compartilhando com ela o isolamento social, em plena natureza. Ângela Vieira! Como todo mundo, ou pelo menos boa parte da população, estou vendo Fina Estampa. Confesso que não tenho paciência para novelas, séries, todas essas coisas que tentam prender a gente. Mas Fina Estampa tem humor, tem Pereirão, Crô, Teresa Cristina. De cara perdi a paciência pelo filho ingrato que renega a mãe e contrata uma atriz para fazer o papel dela, como se fosse milionária, numa fantasia que construiu para enganar a namorada rica. A subtrama ficou ótima. Bem escrita (por Aguinaldo Silva), com a atriz ideal. Ângela Vieira cria a personagem divinamente. A atriz decadente que consegue dar a volta por cima. Ângela, na Globo, é da linhagem de Beatriz Segall. Só faz granfinas. Uma atriz alcoólatra – na ficção – que finge ser o que é, naturalmente. E o faz com ironia, como se fosse paródia, numa criação muito divertida. Pelo trailer do capítulo de hoje, a farsa de Antenor, o filho pródigo, será desmascarada esta noite. Mal posso esperar pelo show que Ângela, Lília Cabral e Christiane Torloni vão dar na cena que – fui pesquisar – promete barraco, surra e tragédia.

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