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And the Oscar goes to…

Luiz Carlos Merten

02 de março de 2014 | 21h47

Fiz meu texto sobre Alain Resnais – a entrevista com Sabine Azéma em Berlim – para o Caderno 2, fechei uma página com lançamentos de DVD e fui jantar em casa de minha amiga Leila Reis, com a irmã dela, Leyda, e Dib Carneiro. Foi ótimo. Na TV, não sei o que era pior – um pedaço do BBB, nunca tinha visto o preparativo para um paredão (é um horror), mas o tapete vermelho do Oscar não era muito melhor, com comentários de cortar os pulsos. Não quero ser preconceituoso, mas sendo – é um festival de futilidade de dar dó. Mas, enfim, não posso modelar o gosto do público pelo meu. Aborreço-me, mas pelo visto muitos gostam. Bom para eles. Daqui a pouco começa a cerimônia, propriamente dita, que terá Ellen de Generes como âncora. Hi, Latin America, essa é outra que não me desce, com suas piadas repetitivas e sem graça, mas de novo pareço ser o único. 12 Anos vai levar? Em um par de horas, saberemos. Dib contou que, na concorrência de hoje, alguém fornece 12 (ou mais) motivos para não gostar do filme de Steve McQueen. É muita vontade de criar caso, ou polêmica, mas o curioso é que o jornal tem um dono dramaturgo e nunca vi criarem caso com as peças dele. Claro, não são loucos, mas no dos outros pode? Qual é a seriedade dessa ousadia, dessa ‘transgressão’? Façam-me o favor… Acho que 12 Anos leva e é uma vitória defensável, mas meu favorito é o Alfonso Cuarón, Gravidade, ele para melhor diretor e todos os prêmios técnicos, também. Cate Blanchett, Matthew McConaughey, Jared Leto, Jennifer Lawrence (eu preferiria June Squibb ou Sally Hawkins) etc. La Grande Bellezza é favorito na categoria de filme estrangeiro, mas tem coisa melhor no páreo. A Imagem Que Falta, o Omar de Hany Abu Assad. Vamos lá. Fico na redação até o fim. Com sorte, a gente ainda se fala hoje (ou nas primeiras horas de amanhã).

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