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Ana Karenina, a história de Vronsky

Luiz Carlos Merten

29 Maio 2018 | 23h12

Assisti ontem ao monumento ao brega de Monique Gardenberg, Paraíso Perdido. Havia visitado o set, no Baixo Augusta, e ontem, depois de ver o filme – muito bom -, entrevistei a diretora e parte do elenco. As matérias estarão na capa do Caderno 2 de amanhã, com direito a crítica de Luiz Zanin, que também gostou. Nesta terça, 29, que se encerra, iniciei minha manhã assistindo à nova versão de Ana Karenina, do diretor russo Karen Shakhnarazov, que virá ao Brasil para o lançamento, no dia 7. A história contada do ângulo de Vronsky. Shakhnarazov fez o filme, uma produção suntuosa, e simultaneamente uma minissérie. Passaram-se 30 anos do suicídio de Ana, jogando-se na frente daquele trem, e o filho dela, cirurgião do Exército, tem de atender Vronsky, ferido no campo de batalha em que se defrontam russos e japoneses. Sergey cobra de Vronsky que lhe conte a história. A primeira metade é brilhante, porque cumpre o conceito – a história do ângulo do amante. Mas, depois, a narrativa penetra muito no imaginário de Ana e o que ela considera o pós-amor de Vronsky. Reencontrei Luiz Zanin e Maria do Rosário Caetano e até brinquei com ele – vai ser incorreto, aviso. Que a mulher dele não me ouvisse, mas Ana é um porre. Se eu não soubesse do seu destino trágico era capaz de querer entrar na tela, na base da síndrome de Cecília, para jogar aquela louca debaixo do trem. Sorry, gente, brincadeirinha. É impossível desagrudar o olho da tela. Ana já foi interpretada por atrizes como Vivien Leigh, Tatiana Samoilova e Keira Knightley, mas nunca vi intérprete mais bonita que a russa Elizaveta Boyarskaya. Agora, o verdadeiro escândalo do filme é Maksim Matveyev, que faz o conde. Caceta, mas de onde tiraram aquele sujeito? Com uma dupla dessas, dá vontade de ver a minissérie, se algum dia chegar aqui.