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Amores

Luiz Carlos Merten

22 de dezembro de 2013 | 12h44

Meus últimos post parecem ter sido redigidos há uma vida, sobre as mortes de Joan Fontaine e Peter O’Toole. Tive uma semana agitada, não mais que outras, é verdade. Mas viajei para o Rio, num bate/volta, para entrevistar Daniel Filho, a codiretora Chris D’Amato e elenco (parte do…) de Confissões de Um Adolescente, que achei bem legal. Digam o que disserem – a caravana passa e os cães ladram -, Daniel Filho é um diretor profissional, respeitável. às vezes, voa – é o caso aqui. Vi também Até Que a Sorte nos Separe 2, de Roberto Santucci, com Leandro Hassum, que é ‘bem’ melhor que o primeiro. Confesso que me diverti e até emocionei com a participação de Jerry Lewis e a presença de Camila Morgado, substituindo Daniele Winits, agrega dramaticidade ao projeto. É um filme sobre a família, como Confissões. Mas confesso que estou me afastando do que achei que seria esse post. Passei quase um dia no Delboni da Sumaré, fazendo exames de laboratório e uma interminável (assim me pareceu) curva glicêmica, para ver como vai, afinal, a diabetes. Ainda não sei o resultado, espero que vá bem. Também concluí o tratamento dentário, o implante que vinha rolando desde abril. Voltei a sorrir com todos os dentes. Ha-ha-ha. Querias falar do impacto que produziu em mim a primeira parte de ‘Ninfomaníaca’, de Lars Von Trier, que vi na sexta. Sei que um monte de gente nãso gostou. Pegando carona no próprio filme de Lars Von Trier, o que tenho a dizer é – fodam-se! Ia colocar o F…, mas vai tudo. O sexo fica para depois. Fui procurar o horário no jornal – estou na redação do Estado -, porque quero ver se vejo hoje o Além da Fronteira e revejo A Grande Beleza. Terminei lendo a crônica de Marcelo Rubens Paiva sobre a love story (eterna) de Charles Chaplin e Oona O’Neill. Achei linda, Marcelo. Parabéns! E como sou um romântico incurável – embora não pareça -, ou recomendar que vejam About Time, Questão de Tempo, de Richard Curtis, com Domhnall Gleeson e Rachel McAdams. Que filme lindinho! Um garoto ouve do pai a revelação do segredo da família – os homens possuem a faculdade de viajar no tempo. Ele viaja quantas vezes é preciso para perfeccionar seu romance com a mulher que escolheu. Descobre que, às vezes, mudar uma coisa ou interferir em outra pode ter consequências desastrosas. É também um filme sobre pai e filho. A última viagem de Domhnall (que raio de nome é esse?) é em nome do pai. Chorei, e daí?

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