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Alma de…

Luiz Carlos Merten

21 de março de 2013 | 08h38

Ele cantava por diversão e houve uma época em que até tentou conciliar a diverrsão com o estudo (de direito), mas a pressão para que se profissionalizasse venceu e Emílio Santiago virou cantor. Já era – não sei se houve perda para o direito, mas com certeza houve ganho para a música. Num País de cantoras, a voz suave de Emílio Santiago criou uma brecha, e a sua releitura de clássicos na série Aquarela do Brasil e em Só Danço Samba só fizeram aumentar o prestígio (e o culto). Eu amava Emílio Santiago e, à minha moda, sem conhecê-lo, criei uma definição. Emílio tinha um físico de estivador e aquela voz, aquele bom-gosto, aquela elegância. Uma leveza. Para mim, era uma alma de borboleta num corpo de elefante. Ouço que Fafá de Belém tascou nas redes sociais – ‘Que merda! Emílio partiu…’ Que m… mesmo.

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