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Ainda os gregos, e as sereias

Luiz Carlos Merten

10 de novembro de 2019 | 08h55

Pensei ontem na Cristina, amiga de Dib Carneiro, que organiza excursões temáticas à Grécia. É que fui ver, no fim da tarde, o Nicos Perakis da IV Mostra Grega de Cinema, no CineSesc. Com todo respeito, achei meio bagunçado (o evento). Na bilheteria, a programação anunciava o filme, Sirenas (Sereias) do Mar Egeu, em presença do diretor, mas ele não deu as caras. Éramos poucos, e menos ainda na sessão seguinte, de O Apicultor. Marcello Mastroianni e o desencanto da esquerda, por Theo Angelopoulos. Gostei de ter visto Sirenas. Uma suposta crise entre gregos e turcos por conta de uma ilha minúscula. Refugiados turcos de ascendência curda, recolhidos por um barco que carrega candidatas a miss – as sereias -, ‘invadem’ a ilha, que é território grego. Até a Sexta Frota (dos EUA) intervém no episódio, que por pouco não deflagra uma guerra. O nonsense do establishment militar. Ecos de M.A.S.H., de Robert Altman. Defesa de gênero – heteros. A velha guerra dos sexos, homens e mulheres. Entre milicos, a ofensa máxima dos caras é chamar-se de viados. O filme de 2005 possui essas incorreções, mas não me pareceram ofensivas, até porque, no limite, o que importa são as diferenças, que terminam aceitas e a guerra, evitada. Fui fazer uma pesquisa sobre o diretor e outra sobre o ator, Yannis Tsimitselis, e topei com uma tal lista de gregos mais belos que poderia viralizar no Mix Brasil e aumentar a procura pelas excursões da Cristina. Brincadeirinha. Estou cheio de matérias para amanhã no C2, tenho compromisso à tarde, mas gostaria muito de (re)ver As Troianas, às 17 h, na mostra grega. Vou tentar.

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