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Ainda o Grande Prêmio…

Luiz Carlos Merten

21 Setembro 2018 | 09h06

Ainda o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Como não fui a nenhuma das cerimônias anteriores de premiação, confesso que o Grande Prêmio, e o troféu Grande Otelo, nunca estiveram no meu radar. Me lembrava de ter ouvido As Duas Irenes, de Fábio Meira, concorrendo em alguma categoria. Fui conferir – roteiro original. Perdeu. Meu querido George Moura concorria a melhor roteiro adaptado (de Luiz Ruffato) por Redemoinho, de José Luiz Villamarim. Também perdeu. Redemoinho, por sinal, foi dos injustiçados do ano, e desde as indicações. Também senti falta de O Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano. Quem sabe o filme, de ambientação tão paulistana, não terá estreado no balneário? Só pode ter sido isso… Como no Globo de Ouro, o prêmio de melhor filme divide-se em diferentes categorias, aqui são quatro, mas o prêmio de direção, com seus cinco indicados, é um só. Melhor documentário, melhor infantil, melhor comédia e melhor drama, rebatizado como melhor ficção, como se os infantis e as comédias não fossem (ficcionais). Eu confesso que dava como líquido e certo que Clarisse Abujamra fosse bisar seu Kikito de melhor atriz coadjuvante por Como Nossos Pais, mesmo que Camilla Amado fosse uma concorrente e tanto por Redemoinho. Tenho imensos carinho e admiração por Laís Bodanzky, mas desde o Festival de Berlim, no ano passado, foram surgindo filmes, para mim, cada vez mais interessantes sobre a condição da mulher no País. Só Clarisse permanecia irretocável. Deve ter perdido por isso. Na maioria dos vencedores, salvo, talvez, os atores, havia sempre um indicado(a) melhor. E as ausências foram gritantes. Acho que, para o ano que vem, seria bom começarmos a discutir, afinal, quem merece estar entre os indicados. E também quem vota em quem.