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Agora, é Oscar!

Luiz Carlos Merten

24 de fevereiro de 2017 | 13h10

Desde que voltei, já fiz um monte de matérias, até mesmo capas, ligadas a Oscar. O tema está na ordem do dia, até domingo. Enquanto escrevo, Donald Trump está discursando, pela TV, suas atrocidades num meeting de conservadores. Só não está prometendo matar os imigrantes, mas vai fazer força para isso, dificultando a vida deles e, dessa forma, reconstruindo a grandeza da ‘América’. Não sei se é claque, porque Mr. Trump age como se ainda estivesse em campanha, mas parecem os velhos discursos do ‘führer’, com aquelas multidões que idolatravam Adolfinho, o monstro. Ainda preciso ver alguns filmes do Oscar. Lion, por exemplo. O duelo de domingo, em Hollywood, será entre La La Land e Moonlight. O pior, para mim, é que são dois filmes dos quais gosto muito. E não tem essa de dividir, como no ano passado. Os indicadores apontam para La La Land, mas se por acaso Moonlight ganhasse não seria a vitória da cota racial. Seria outra coisa, mas o quê, exatamente? Pois La La Land, mesmo sendo musical, está longe de ser alienante. Mesmo assim, uma vitória da América branca, talvez? De que forma, se embutida na história está a questão do jazz como expressão de negritude? Trump venceu e segue tendo seus apoiadores, mas a América progressista, inclusive Hollywood, está contra ele. Nem acho que Meryl Streep deva ganhar por Florence, mas até o fim vou torcer para isso, na expectativa de que ela faça outro discurso como o do Globo de Ouro. Também não creio que uma eventual, quase certa, vitória de La La Land acabe com esse debate que está transbordando a Academia. Não creio mais que essa seja uma discussão que só aparece na hora do Oscar…