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A volta de Greta Scacchi

Luiz Carlos Merten

07 Agosto 2018 | 09h00

Fui procurar quem era Luciano Ligabue. Cantor, compositor, além de diretor bissexto, a cada três-quatro anos. Gostei de Made in Italy, e ao lembrar da camaradagem masculina lembrei de John Cassavetes, como poderia ter lembrado de Pietro Germi e Mario Monicelli. Meus Caros Amigos! Também fui procurar por Donato Carrisi, de A Garota na Névoa. É um dos mais conhecidos autores de gialli contemporâneos. A Garota é seu quarto livro, que ele verteu para o cinema. Tive grande prazer de rever Greta Scacchi, uma atriz dos anos 1980/90 que havia ‘sparitto’. Ei-la de volta. Um inspetor desmemoriado, um psicanalista que o ajuda a recuperar o fio da lembrança, uma garota desaparecida, um professor acusado de assassinato. Tal é o puzzle, que tem dois ou três finais, muito calculados, mas fiquei com o pé atrás com Carrisi. Muito efeito – os twists – para pouca substância. Mas gostei da casa atravessada pela luz, o que vocês vão entender quando, ou se, virem o thriller de Carrisi. E hoje quero ver se assisto a A Casa Tutto Bene, Aqui em Casa Tudo Bem, de Gabriele Muccino, com Stefano Accorsi (de novo), dessa vez acompanhado por Steffania Sandrelli. A 8 1/2 Festa do Cinema Italiano vai chegando ao fim, mas, logo-logo, os filmes estarão estreando. Ainda nem tive tempo de digerir o Festival Judaico e já vai começar a Mostra Árabe. Tudo muito atraente, o problema é tempo. Hoje tem a junket do filme de Julia Rezende, à noite tem o filme da Chapecoense. Gostaria de estar vendo tudo, mas, simples mortal, não consigo ser onipotente nem onisciente.