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A saida, onde fica a saida?

Luiz Carlos Merten

23 de maio de 2009 | 17h21

CANNES – Estou em choque. Acabo de assistir ao vencedor da mostra Un Certain Regard. No ano passado, o juri presidido por Pascale Ferran havia premiado o belissimo `Tulpan`. Tenho a maior estima pelo diretor italiano Paolo Sorrentino, que presidia o juri deste ano. `Il Divo` eh uma obra-prima. Tinha a maior expectativa para ver o filme que ele escolheria. Sorrentino e seu juri fizeram uma cagada monumental. Desculpem, mas nao tenho outra palavra. `Dogtooth`, do grego Yorgos Lanthimos, reabre a vertente de `O Castelo da Pureza`, um dos primeiros filmes do mexicano Ripstein. Um pai isola a familia, para preserva-la do horror do mundo. A abertura produz estranhamento. O filho e as duas filhas tomam licoes de ingles e a traducao das palavras para o grego naoh tem nada a ver com o sentido original. Na sequencia, o pai traz uma mulher de fora para ter relacoes sexuais com o filho, um cavalao que passa o filme todo agindo feito uma crianca. Sexo mecanico. O cara tira a roupa, ela idem, o circo jah estah armado, pah-pum, vamos embora que acabou. Surgem tensoes internas, uma manifestacaoh de violencia aqui, outra ali. O desfecho, que naoh vou dizer qual eh, naoh abre nenhuma possibilidade de saida. Ma che cazzo Sorrentino viu no filme do Lanthimos? Coisa horrorosa…

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