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A roda da fortuna de Damien Chazelle. E a glória de Meryl no Globo de Ouro!

Luiz Carlos Merten

09 Janeiro 2017 | 09h34

RIO – Não vi o Globo de Ouro e só agora fiquei sabendo dos vencedores desta edição. La La Land ganhou todos os prêmios a que concorria, incluindo filme, diretor (Damien Chazelle), ator (Ryan Gosling) e atriz (Emma Stone). Moonlight foi o melhor drama, mas foi o único prêmio que recebeu. Casey Affleck foi melhor ator de drama e também foi o único prêmio que Manchester à Beira-Mar recebeu. Ainda na categoria só um, Aaron Taylor-Johnson foi melhor coadjuvante por Animais Noturnos, o belo filme de Ford que, após o começo épatant, cresce barbaridade. Deve ter sido pela cena da privada. A cagada (xiii, não vão chamar meu post na home) que valeu prêmio. Isabelle Huppert foi melhor atriz – por Elle – e o longa de Paul Verhoeven também venceu na categoria de filme estrangeiro. São os únicos prêmios pelos quais posso opinar, e Isabelle, claro, foi uma escolha impecável. Na revisão, gostei mais de O Apartamento que de Elle, mas como havia um clamor por Toni Erdmann (como em Cannes) fico feliz com a escolha. Leio que Meryl Streep fez um discurso anti-Trump – poderosa! -, destacando a presença de estrangeiros na construção da ‘América’, e de Hollywood. Não esperava outra coisa dela, que recebeu um Globo de carreira e o prêmio chama-se The Cecil B. de Mille Award. Não posso opinar sobre La La Land, exceto que a cena mais bonita do trailer, com Emma e Gosling no parque – eles caminham e, de repente, estão dançando – é maravilhosa, mas foi ‘chupada’ de Roda da Fortuna, o musical clássico de Vincente Minnelli citado no documentário de João Moreira Salles sobre o mordomo da família, Santiago. Pelo que estou sabendo, tem cabine de La La Land amanhã, terça, em São Paulo e, espero que também, no Rio. Vou confirmar com a Paris Filmes e, em caso afirmativo, logo poderei falar sobre o filme de Damien Chazelle. Gostei, mas sem excesso, do anterior – Whiplash. Também gostei, mesmo sem ter visto, que o prêmio de drama tenha ido para Moonlight, de Barry Jenkins, sobre o qual tenho ouvido maravilhas nas melhores revistas de cinema dos EUA (Film Comment, Cineaste etc). Agora, vou tomar café da manhã e correr para o UCI, na Barra, para ver… Assassin’s Creed!