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A pergunta que não quer calar, quem vai para o Oscar?

Luiz Carlos Merten

22 de agosto de 2019 | 10h28

GRAMADO – Mantenho a procedência, mas o post não terá nada a ver com o festival. Nada? Na terça, pela manhã, em São Paulo, revi Bacurau e entrevistei Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Gostei ainda mais do filme, que emendei com uma sessão de A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz. Leio que o filme agora é somente A Vida Invisível, mas não sei como, porque o nome de Eurídice Gusmão permanece nos créditos. O Brasil e o mundo atuais cabem em Bacurau, mas a violência contra a mulher é forte no filme de Karim, cujos direitos de distribuição nos EUA foram adquiridos pela Amazon. E o filme tem os dez ou 15 minutos finais mágicos com Fernanda Montenegro uma atriz que faz (toda) a diferença. Fernanda concorreu ao Oscar – por Central do Brasil – e todo mundo que sabe que já vi os dois me faz a pergunta que não quer calar. Bacurau ou A Vida Invisível, qual o meu candidato à indicação para o Oscar? Tremenda responsabilidade a da comissão que vai escolher, mas dessa vez não vai se repetir o lamentável episódio que tirou Aquarius da disputa, há dois anos. Existem mais dez inscritos, mas não tenho dúvida de que a polarização já está definida entre os filmes de Kleber/Juliano e Karim, e o que me parece importante é que, qualquer que seja a decisão, no próximo dia 27, estaremos muito bem representados. Estou indo para os debates do Hotel Serra Azul. À tarde, espero voltar ao blog, e ao Bacurau.

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