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A melhor Première? Aqui estão os filmes

Luiz Carlos Merten

01 de setembro de 2015 | 11h54

No encontro que tive ontem à noite com Marcos Didonet e Walkiria Barbosa, ambos da cúpula do Festival do Rio, na pré-estreia de Entrando numa Roubada, ele me garantiu que a seleção da Première Brasil deste ano era a melhor, em muitos anos. Aqui está a seleção, para conferir(mos). Estou copiando tal como me chegou o e-mail.

LONGAS MOSTRAS COMPETITIVAS Ficção (Fiction) 1.    Aspirantes (Hopefuls), de Ives Rosenfeld, 75 min (RJ) 2.    A Floresta Que se Move (The Moving Forest), de Vinícius Coimbra, 99 min (RJ) WP 3.    Beatriz (Beatriz), de Alberto Graça, 99 min (RJ) WP 4.    Boi Neon (Bull Down), de Gabriel Mascaro, 101 min (PE) 5.    Califórnia (California), de Marina Person, 85 min (SP) WP 6.    Campo Grande (Campo Grande), de Sandra Kogut, 109 min (RJ) WP 7.    Introdução à Música do Sangue (Introduction to the Music of Blood), de Luiz Carlos Lacerda, 95 min, (RJ) 8.    Mate-me Por Favor (Kill Me Please), de Anita Rocha da Silveira, 101 min (RJ) 9.    Mundo Cão (In Dog’s Words), de Marcos Jorge, 100 min (SP) WP 10. Nise – Coração da Loucura (Nise – The Heart of Madness), de Roberto Berliner, 109 min (RJ) WP 11. Órfãos do Eldorado (Orphans of Eldorado), de Guilherme Coelho, 96 min (RJ) 12. Quase Memória (Oblivious Memory), de Ruy Guerra, 95 min (RJ) WP 13. Tudo que Aprendemos Juntos (The Violin Teacher), de Sérgio Machado, 100 min (SP) Documentário 1.    Betinho – A Esperança Equilibrista (Betinho – Hope on the Line), de Victor Lopes, 90 min (RJ) WP 2.    Cordilheiras no Mar: A Fúria do Fogo Bárbaro (Ridges in the Sea: The Fury of the Wild Fire), de Geneton Moraes Neto, 98 min (RJ) 3.    Crônica da Demolição (Chronicle of the Demolition), de Eduardo Ades, 89 min (RJ) WP 4.    Futuro Junho (Future June), de Maria Augusta Ramos, 100 min (RJ) WP 5.    Marias (Marias), de Joana Mariani, 73 min (SP) WP 6.    Mario Wallace Simonsen, Entre a Memória e a História (Mario Wallace Simonsen, Between Memory and History), de Ricardo Pinto e Silva, 110 min (SP) WP 7.    Olmo e a Gaivota (Olmo and The Seagull), de Petra Costa e Lea Glob, 82 min (SP)
Novos Rumos 1.    A Morte de J.P. Cuenca (The Death of J.P.Cuenca), de João Paulo Cuenca, 90 min (RJ) WP 2.    A Seita (The Sect), de André Antônio, 70 min (PE) WP 3.    Beira-Mar (Seashore), de Filipe Matzembacher & Marcio Reolon, 83 min (RS) 4.    Clarisse ou alguma coisa sobre nós dois (Clarisse or something about us), de Petrus Cariry, 84 min (CE) WP 5.    Jonas (Jonah), de Lô Politi, 90 min (SP) WP 6.    Ralé (Ralé – The Lower Depths), de Helena Ignez, 73 min (SP) WP MOSTRAS NÃO COMPETITIVAS Hors Concours Ficção

1. Através da Sombra (The other side of the Win), de Walter Lima Jr., 100 min (RJ) WP 2.Em Três Atos, de Lúcia Murat, 76 min (RJ)

Documentário 1.    82 Minutos (82 Minutes), de Nelson Hoineff, 125 min (RJ) WP 2.    Andre Midani – do Vinil ao Download (A Brief History of Brazilian Music – Andre Midani, from Vinyl to Download), de Andrucha Waddington e Mini Kerti, 120 min (RJ) Rio 450 Anos 1.     O Rio por Eles (Rio by Them), de Ernesto Rodrigues, 90 min (RJ) WP 2.     São Sebastião do Rio de Janeiro, a Formação de uma Cidade (São Sebastiao do Rio de Janeiro, Creating a City), de Juliana de Carvalho, 90 min (RJ) WP 3.     O Porto do Rio, de Pedro Évora, Luciana Bezerra, 85 min (SP) WP Panorama 1.    No Retrovisor [título provisório] (Looking at the Rear View Mirror), de João Araujo, 101 min (RJ) WP 2.     Brasil vs Brasil (Brasil vs Brasil), de Marcos Prado, 52 min (RJ) WP Expectativa 1.    Ninguém Ama Ninguém… Por Mais de Dois Anos (No One Loves Anyone… For More Than Two Years), de Clovis Mello, 87 min (SP) WP 2.     Zoom (Zoom), de Pedro Morelli, 97 min (SP) 3.     Quanto Tempo o Tempo Tem (How Much Time Time Has), de Adriana L. Dutra, 80 min (RJ) Fronteiras 1.    Levante! (Uprising!), de Susanna Lira e Barney Lankester-owen, 52 min (RJ) Midnight 1.   As Fábulas Negras (The Black Fables), de Rodrigo Aragão, Joel Caetano, Petter Baiestorf e José Mojica Marins, 93 min (ES) Tesouro 1.       Menino de Engenho, de Walter Lima Jr, 110 min – 1965
CURTAS: MOSTRAS COMPETITIVAS (COMPETITIVE SHOWS) 1.    Até a China (Sheeliton), de Marão, 15 min (RJ) DOC 2.     Cumieira (The Top Floor), de Diego Benevides, 13 min (PB) DOC 3.    Fantasia de Papel (Photonovels), de Tetê Mattos, 15 min (RJ) DOC 4.    Guida (Guida), de Rosana Urbes, 12 min (SP) FIC 5.    Mar de Fogo (Sea of Fire), de Joel Pizzini, 8 min (RJ) DOC 6.    Marrocos (Morocco), de Andrea Nero e Iajima Silena, 8 min (SP) DOC 7.    Olho-Urubu (Urubu-Eye), de André Guerreiro Lopes, 13 min (SP) FIC 8.    Pele de Pássaro (Bird Skin), de Clara Peltier, 15 min (RJ) DOC 9.    Serra do Caxambu (Serra do Caxambu), de Marcio Brito Neto, 15 min (RJ) DOC 10. Som Guia (Sound Guide), de Felipe Rocha, 15 min (RJ) FIC Novos Rumos 1.    Escape From My Eyes (Escape From My Eyes), de Felipe Bragança, 30 min (RJ) DOC 2.    Imóvel (Still), de Isaac Pipano, 20 min (RJ) FIC 3.    Outubro Acabou (October is Over), de Karen Akerman, Miguel Seabra Lopes, 24 min (RJ) FIC 4.    Tarântula (Tarantula), de Aly Muritiba, Marja Calafange, 20 min (PR) FIC
CURTAS EM MOSTRAS NÃO COMPETITIVAS Rio 450 Anos – CURTAS 1.    A Pedra Que Samba (A Rock That Sambas), de Camila Agustini e Roman Lechapelier, 12 min (RJ) DOC 2.    Projeto Beirute (Beirut), de Anna Azevedo, 15 min (RJ) DOC 3.    Solte os Bichos de Uma Vez! (Heads Will Roll!), de Marcelo Goulart, 11 min (RJ) DOC Itinerários Únicos 1.    Lygia Clark em Nova York (Lygia Clark in New York), de Daniela Thomas, 26 min (RJ) DOC 2.    Xampy (Xampy), de Paulo Menezes e Daniel Wiermant, 25 min (SP) DOC

O Festival do Rio deste ano ocorre de 1.º a 14 de outubro. Começa mais tarde – em geral, é em setembro – para evitar a concorrência do Rock in Rio. E também atira mais para a frente a Mostra de São Paulo, programada para iniciar em 22 de outubro. Confesso que estava ansioso por dois filmes, e ambos estão na Première. O Macbeth de Vinicius Coimbra, A Floresta Que Se Move, e Quase Memória, de Ruy Guerra. Coimbra já venceu a Première com Augusto Matraga, que até hoje permanece inédito – um crime, porque o filme é maravilhoso. Citei esses dois, e cito mais dois, cujos sets visitei. Mundo Cão, de Marcos Jorge, e Tudo o Que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado. Mas estou super-aberto para tudo o que a Première vai nos oferecer. Meu mantra – surpreendam-me, autores, atores. Que venham logo os novos aspirantes à glória do Redentor!