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A longa noite de loucuras

Luiz Carlos Merten

15 Outubro 2018 | 09h08

Não, não é o filme de Mauro Bolognini, com roteiro de Pier Paolo Pasolini e aquele elenco que inclui os mais belos e jovens atores franceses e italianos, por volta de 1960. Tomás Milián, Laurent Terzieff, Elsa Martinelli, Antonella Lualdi, Rosanna Schiaffino, Jean-Claude Brialy, Anna Maria Ferrero, Franco Interlenghi. Queria ir ontem ao teatro, mas não deu. A peça que queria ver – Casa Vazia, no Teatro Alfredo Mesquita – era às 7 e, nesse horário, estava saindo do jornal. Além dos filmes na TV, tinha duas críticas na edição de segunda-feira, incluindo uma sobre o terror A Primeira Noite de Crime. Uma cidade dos EUA realiza experimento sociológico – para tentar liberar tensões sociais, libera a população para uma noite de crimes, sem punição. Ocorre que, na ‘América’ de Trump como, muito provavelmente, no Brasil de Bolsonaro, os alvos preferenciais são negros, e a trama segue um casal tentando sobreviver nessa longa noite de loucuras. O diretor é Gerard McMurray, negro e ativista, que produziu Fruitvale Station – A Última Parada, que Ryan Cooglar realizou antes de Pantera Negra. McMurray deve ter visto Missing – O Desaparecido, Um Grande Mistério, de Costa-Gavras, quando o personagem fura o toque de recolher e encontra aquele cavalo branco em disparada na noite, perseguido por soldados que descarregam nele suas armas. A liberdade que assusta… Vou tentar ver Casa Vazia no próximo final de semana. E agora, ó dúvida cruel. Vou à cabine da Mostra ou da Warner, que exibe Podres de Rico, sobre a nova casta de milionários, ou bilionários, chineses?