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A insustentável leveza de viver

Luiz Carlos Merten

26 de agosto de 2018 | 12h16

Não sei a quem vai interessar, mas estou chegando aos meus 73 anos – em 12 de setembro – e tenho de admitir que este 2018 está sendo um dos anos mais duros de minha vida. Já aconteceu coisa ruim demais comigo, mas é só eu escrever isso para redimensionar meu ‘sofrimento’ individual. O que representa na ordem das coisas, na desordem do mundo? Nada. O importante é que, no sábado, 25 – ontem -, algo se passou. Acordei muito cedo e fui zapear na TV. Às 6h35 estava começando A Dama e o Vagabundo e eu fiquei (re)vendo a animação de Clyde Geronimi, da Disney, até quase 8 h. A Dama e o Vagabundo sempre me relaxa, e aqueles cachorros todos são de uma simpatia irresistível. O beijo no fim do fio de espaguete e a corrida de Joca e Caco, os amigos fieis, para tentar salvar o Vagabundo, levado na carrocinha – é de chorar de lindo, embora tenha de reconhecer que sou um bobão. No almoço, Lúcia e eu fomos a um churrasco na casa do Carlos, meu físio. Era o aniversário da mulher dele, a Marjorie. Cheguei lá e todo mundo me conhecia dos vídeos que ele andou postando sobre a minha recuperação. Eram pessoas tão adoráveis que me senti em casa, como se os conhecesse a vida toda. Tive uma epifania. Não me lembro de outro dia tão leve neste ano.

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