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A fiel camareira

Luiz Carlos Merten

24 de novembro de 2015 | 18h01

Gostaria de escrever um post bem bonito, como ela merece, mas não sei se vou conseguir. Às 2 da manhã de hoje, quando estava chegando em casa, depois da festa de premiação do teatro paulista, estava morrendo Marlene Collé. A fiel camareira de Gabriel Villela estava hospitalizada. Dib Carneiro Neto foi visitá-la enquanto eu estava no Rio, na Semana dos Realizadores. Marlene foi camareira de várias peças de Gabriel. As mais recentes – Calígula, A Crônica da Casa Assassinada e Vestido de Noiva. Era um encanto de pessoa. Dib postou, não sei se no Face, um vídeo que fez na festa de encerramento de Calígula, há cinco anos. Marlene canta um samba. É um registro emotivo para todos que tiveram o privilégio de conhecê-la. E ela cantava bem. O samba na alma (a alma do samba?). Por falar em fiel camareira… Tarcisio Meira foi melhor ator na festa de ontem, na categoria ator, justamente por seu papel na montagem da peça de Ronald Harwood. Gosto demais do filme de Peter Yates com Albert Finney e Tom Courtenay. Aliás, gostava do Peter Yates. Os 26 do Expresso Postal, Bullitt, John e Mary, Os Quatro Picaretas, Os Amigos de Eddie Coyle (sua obra-prima), O Vencedor, Eleni… O Fiel Camareiro, o filme, é de 1983. Soube agora que Anthony Hopkins e Ian McKellen protagonizam uma nova versão de The Dresser. Passaram-se pouco mais de 30 anos do filme original, mas é o suficiente para que o remake, com o genial Gandalf, tire do armário o fiel camareiro. No filme antigo, a homossexualidade reprimida era só um subtexto na devoção do camareiro. Com McKellen, pelo que ouvi falar, ou li – en passant -, a coisa fica mais explícita. Volto a Marlene Collé. O nome de minha irmã, ambas, com certeza, assim batizadas por causa da Dietrich. Voa, Marlene! Passsarinho…

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