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A festa continua, com l’age d’or do filme noir

Luiz Carlos Merten

30 Maio 2017 | 19h52

PARIS – Ainda quero acrescentar pelo menos mais um post sobre Cannes – para falar sobre a infância abusada, assassinada na seleção de Thierry Frémaux (e não apenas, nas demais desse 70.º festival, também). Mas preciso fazer uma pausa para falar de Paris. Como sempre, estou no 5ème, Rue Victor Cousin, de cara com a Sorbonne. Aqui ao redor é cheio de cinemas – Filmothèque du Quartier Latin, Champo, Reflets Médicis, Panthéon etc. Estão de volta, em cópias restauradas e numériques, Hair, de Milos Forman, e Sandra, de Luchino Visconti, que no Brasil passou como Vagas Estrelas da Ursa. Dib Carneiro embarca daqui a pouco em São Paulo. Vem ao meu encontro. Ontem à noite ele ganhou o prêmio do júri, por seu site Pecinha É a Vovozinha, no concurso do Governo do Estado. Aleluia! Estou esperando Dib chegar para ver o Visconti e o Milos Forman, e também Flor de Cacto, no teatro, com Catherine Frot, e a grande exposição do centenário de Rodin. Paris, como sempre, é uma festa. Tenho ido muito ao cinema. Na Filmo, está rolando uma grande retrospectiva sobre a idade de ouro do film noir. Emendei ontem En Quatrième Vitesse/A Morte Num Beijo, de Robert Aldrich, com O Mensageiro do Diabo, de Charles Laughton. Deve ser a terceira ou quarta vez que vejo o filme no circuito de arte parisiense. Não dá para resistir – só de pensar naquela viagem onírica pelo rio, as crianças dormindo, já estou com o ingresso na mão. Hoje, vi, em outro programa, no Reflets, Ne Touchez pas au Grisbi, de Jacques Becker, com Jean Gabin e Jeanne Moreau, emendei com Le Premier Rendez Vous, de Henri Decoin, com Danielle Darrieux, em outra retrospectiva da Filmo – Feliz Aniversário, Danielle; ela está completando 100 anos, 100! -, jantei com Elaine Guerini e voltei à Filmo pasra encerrasr m,inha noite com Fritz Lasng, The Ministry of Fear, Le Ministère de la Peur, adaptado de Graham Greene, com Ray Milland. A questão é – o que ver amanhã? No Reflets, começa a mostra Un Certain Regard, e quatro ou cinco diretores vão ap´resentar seus filmes e debater com o público, a começar por Mathieu Amalric, de Barbara. A questão é que a programação em Paris troca na quarta e ainda não sei o que entra. Só sei que, na Filmo, haverá à noite uma sessão dse A Garota com a Valise, de Valerio Zurlini, com Claudia Cardinale. Deve fazer uns 50 anos que vi o filme. E depois… Zurlini! Sinto que tenho de (re)ver, até como homenagem a Carlos Reichenbach. Carlão amava o Zurlini. Eu, também. Verão Violento e Dois Destinos/Cronaca Familiare integram o meu panteão.