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A cor do dinheiro

Luiz Carlos Merten

23 de janeiro de 2014 | 00h42

Passado da meia-noite. Havia assistido a Grand Centrsal, de Rebecca Zlotopwsky, em Cannes, paras entrevistar as diretora. Achei-a bem interessante. Bonita, talentosa. Mass na correrias de Cannes gostei médio do filme. Em Paris, nos Encontros do Cinema Francês, cheguei a discuti-lo também com Léa Seydoux. Ontem (terça) pela manhã enganei-me de data. Achei que havia uma cabine de A Menina Que Roubava Livros..Já fora, mas havia outra czbine, de Grand Centrsal.. Revi o filme e gostei bem mais. A história de trabalhadores numa usina nuclear. Por discutível que seja o conceito, achei-o bem instigante. O amor pode ser mais desestabilizador (e letal) que a radiação. Tahar Rahim e Léa têm cenas bem fortes, mas o que me encantou foi o clima erótico. O cinema tem apresentado tantas cenas de sexo gay. É bom, para variar, assistir a um par hetero. O despudor de Léa, oferecendo-se em nu frontal, atiçando Rahim para mostrar que a radiação\o e o sexo mexem com as pessoas. Mas Grand Central é nada perto do filme quer revi agora à noite. Zapeava na TV paga e entraram as Imagens de O Poderoso Chefão 2. Não é um filme. É um monumento. Como se filma um personagem totalitário e obcecado pelo poder como Michael Corleone?  E a jornada épica de seu pai para virar godfather? Coppola cria uma tragédia. Por comparação – e os filmes são diferentes, sei -, Martin Scorsese vale-se de clichês e transforma a obsessão de Jordan, ‘Leo’ DiCaprio numa farsa em O Lobo de Wall Street. A Cor do Dinheiro 2. Cada vez que penso no filme gosto menos.

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