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A aventura fordiana dos Avengers

Luiz Carlos Merten

23 de abril de 2019 | 22h05

Tive hoje um dia corrido. Carlos veio me ver, mas suspendemos a físio porque minha perna estava fervendo. Fui ver Vingadores – Ultimato, que tem mais de três horas. No meio da tarde tive dentista – no Broolyn! Nem fui ao jornal, mas tinha a capa – Sob Pressão -, a contra – a crítica de Avengers, liberada a partir das 19 h desta terça – e os filmes na TV. Gostei – de Avengers. Não consigo contabilizar quanto, porque o filme não me produziu o maravilhamento de Aquaman, por exemplo – exceto no ataque das mulheres de Wakanda ao vilão Thanos -, mas tudo ali é tão autoral, faz todo sentido. Quanto custa o heroísmo? Luto e sacrifício no universo dos super-heróis – e das HQs. Os irmãos Russo, Joe e Anthony, não são fracos. Me amarro nos seus personagens mais densos – Soldado Invernal -, amo a opacidade do Capitão América, sua falta de carisma, e a lágrima dele (e a dança!) me tocaram profundamente. Qual o custo de fazer a coisa certa, face à perda e ao sofrimento? Existirá tema mais fordiano? Estou me tornando um anacrônico, eu sei. Agora está decidido, passagens na mão. Vou para Cannes via Madri, cinco ou seis noites, e eu quero ver se consigo ir a Granada, para conhecer o Alhambra. Anna Luiza Müller vai a Cannes com o filme de Kléber Mendonça Filho; Paula Ferraz vai com os quatro do Rodrigo Teixeira – nesta terça foi confirmado o Robert Eggers, The Lighthouse, na Quinzena – e ainda tem os Gullane, o Marco Bellocchio da competição. Promete ser um ano bem animado na Croisette, mas eu ainda tenho de passar pela bateria dos exames de amanhã na perna (tomo, RX, sangue, um tal de dímero, que nunca tinha ouvido falar) e o procedimento no dia 1.º, que vai exigir hospitalização. Se tudo der certo, e vai, será uma bela temporada, e não apenas de cinema.

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