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Pingos nos iis

Luiz Carlos Merten

04 de junho de 2013 | 09h42

Terminei meio abruptamente meu post anterior, porque a Angel, minha ‘neta’ – a buldogue de minha filha -, estava aqui se roçando nas minhas pernas, pedindo comida, e quando ela come, pela manhã, temos de sair correndo para que ela faça xixi. Disse que cinéfilo de carteirinha sabe quem é Lisandro Alonso. Autor, este é um autor, de quatro filmes – La Libertad, Los Muertos, Fantasmas e Liverpool -, ele não filmava desde o último, há cinco anos. Certamente um preço a pagar por sua persona única no quadro do cinema argentino contemporâneo – bem, também existe Lucrécia Martel. Alonso não faz exatamente aquelas histórias palatáveis, de classe média, que o público adora (lá como aqui) e eu, como público, adoro também. A simples ideia deste novo filme, ainda sem título (segundo a revista Sofilm), me fascina e a busca (absurda?) do personagem (pelo quê?) me fez pensar em Dom Segundo Sombra, mais que em Martin Fierro. Já que falei em público, ação (western e antiepopeia), permitam-me arrematar com uma informação que não tem nada a ver, talvez. Faroeste Caboclo estourou arrebentando e fez mais de 540 mil espectadores no fim de semana. O cálculo dos distribuidores e exibidores sempre multiplica o número por dez, como possibilidade de bilheteria do filme. Faroeste Caboclo vai ultrapassar 5 milhões de espectadores? Gostei demais do spaghetti de René Sampaio, e espero que tenham gostado da entrevista que fiz com ele (a íntegra veio para o blog). Torço para que siga arrebentando e a dupla Fabricio Boliveira/Íris Valverde é tudo de muito bom.

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