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Vai valer a pena

Luiz Carlos Merten

12 de abril de 2013 | 08h40

Não tenho postado muito, mas não é por falta de assunto. O pós-operatório tem sido um tanto difícil, a ponto de me levar a cancelar, em cima da hora, uma viagem a Miami para assistir ao novo MIchael Bay e entrevistar Mark Wahlberg. O médico me diagnosticou uma bronquite crônica, com séria alergia a ar condicionado. Estou ferrado, eu que não saio de cinemas e passo boa parte do meu tempo nessa redação que, em alguns momentos, se assemelha ao Polo Sul. Mas eu também tenho ido mais ao É Tudo Verdade que em anos anteriores. Tenho feito muitas entrevistas, encontrado gente bacana. Stig Bjorkman, Michael Renov, Alan Berliner. Adorei os caras e o curioso é que, tendo ido jantar uma noite dessas na Mercearia do Conde, encontrei-os todos na mesa ao lado. Esticava o ouvido e pescava algumas coisas bem interessantes, ouso dizer. Quanto a frequentar mais ou menos as sessões, acho até que foi no ano passado que fiz a matéria de abertura e a de encerramento no Caderno 2, e no restante do tempo tive de viajar e nem sei como ficou a cobertura do evento de Amir Labaki. Sempre vi muito, para entrevistas, os filmes em DVDs que a produção me enviava, mas este ano acompanhei a programação diretamente. Estou vendo toda a competição brasileira – hoje ainda tem o documentário de Flávio Frederico sobre Iara, a companheira do mítico Lamarca -, vi muita coisa da internacional, dos programas especiais. Gostei do documentário de Stephanie Argerich sobre sua mãe (Martha), adorei Our Nixon e me emocionei muito com o filme do alemão David Sieverking sobre sua mãe vítima de Alzheimer, Não Me Esqueça. Assim como, de alguma forma, Martha Argerich me fez pensar em Sonata de Outono, de Ingmar Bergman, Não Me Esqueça ligou-se, no meu imaginário, a Amor, sem a misantropia de Michael Haneke. O que me leva à pergunta – o 18.º É Tudo Verdade realmente (sem trocadilho) está melhor ou foi meu envolvimento maior com essa edição que me faz pensar assim? A premiação ocorre amanhã à noite e, no domingo, os filmes vencedores passam no Cine Livraria Cultura. Como cantaria Simone – vai valer a pena…

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