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Gre-gó-ri-o

Luiz Carlos Merten

26 de março de 2013 | 08h40

Gregório, Gregório, Gregório. Não, não é o Duvivier, tão divertido. Gregório Graziosi deve estasr achando que somos todos loucvos, ou que é birra do Caderno 2 com ele. Começou comigo. Havia visitado o set de A Obra, na volta de Tiradentes. Gregório dirigia seu primeiro longa, após uma exitosa série de curtas – Monumento, Mira, Phiro, Saltros, Saba. O filme, por si só, é atraente – um arquiteto realiza uma obra que emperra, porque no terreno escavado para as fundações é encontrado um cadáver. Cria-se um antagonismo entre ele e o mestre de obras. Quando visitei o set, no Centro, na Praças das República, Irandhyr Santos, quie faz o arquiteto, dava uma aula sobre a morte da arquitetura. Fico nsempre impressionado quando o vejo atuar, mas não pude deixar de me impressionar mais ainda porque quando visitei o sert de Tropa de Elite 2, no Rio, a cena era a da aula de Irandhyr, quando ele anuncias o colapso do sistema penitenciário no Brasil e que, num futuro não tão distante, seremos todos presidiários, já que o índice de presos cresce mais que o da população. Irasndhyr, arauito do apocalipse? No sret, conheci a atriz de Gregório Graziosi, Lola Peploe, afilhada de Bernardo Bertolucci. Bela, e inteligente. Tudo muito bacana, mas segui para Paris, a caminho de Berlim, e mandei a matéria de lá. Na hora de redigir, chamei Gregório de Gustavo Graziosi, mas o nome me soava mal. Fiz uma pesquisa e tenho certeza de que troquei o nom,e, mas devo ter deixado algum Gustavo, ou então a trocxa não se efetrivou e não percebi. Sei que o texto saiu com crédito para o diretor Gustavo Graziosi e, para completar, a legenda deu outro nome também para o Irandhyr. Sofia Carvalhosa, que faz a assessoria, pediu uma errata e o nome de Gregório continuoui errado – Gustavo. Que urucubaca! Na sexta, Jotabê Medeiros fez uma capa muito legal sobre a São Pasulo dos cineastas e os muitos filmes emn produção na caspital. Alguma dúvida de que o nome de Gregório,  mais uma vez, saiu errado? Federico Fellini (o grande) diria que é carma. Poderia ser cínicvo, ou apenas brincalh~sao, dfizendo ao Gregório que troque de nome para evitar embaraços. Prefiro fazer outra coisa. Dos curtas dele conhecia somente Monumento, sobre a gigantesca obra de Brecheret, no Ibirapuera, o monumento aos Bandeirantes, inaugurado durante as festividades do 4.º centenário de São Paulo. Como fiquei muito tempo fora, emendandfo Tiradentes com Paris e Berlim, muiota corresponmdÊrnmcika se acumulou na minha casa. No outro dia, descobri que, apesar do mal-ententido, Gregório, generoso, me havia enviado dois DVDs com seus curtas. Filho e neto de arquiteto – seu interesse pelo assunto em A Obra tem fundamento -, ele ama o cinema de Michelangelo Antonioni, que também colocou a arquitetura moderna em seus grandes filmes, e que principalmente tem uma noção do espaço urbano, para ressaltar a solidão de seus personagens, que é muito forte. Quero dizer que adorei rever Monumento e me encantei com os outros curtas. Com Mira, que aborda o significado do vazio e, tendo passado pelo Anhangabaú para ir ver o (Sam) Fuller no CCBB, no sábado, fiquei impressionado com os vazios da Praça das Artes, que me fascinaram (resta saber se o interior funciona) e também com o espaço e o tempo de Saltos, sobre os problemas de audição de um atleta. Há nos curtas um rigor que espero que o Gregório leve para o longa. Também produzido por Zita Carvalhosa e Patrick Leblanc, da Superfilmes, A Obra, como Sudoeste, de Eduardo Nunes, é PB, sujeito a experimentações e com um andamento meio lento, poético. Acho melhor começar(mos) a acertar o nome de Gregório Graziosi. O cara tem mais que potencial e não vai ficar bem errar o nome de talento tão promissor.

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