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César, Spirit e o pré-Oscar

Luiz Carlos Merten

24 Fevereiro 2013 | 11h15

Às vezes fico pensando que exponho certos conceitos muito simplistas. Não sou nenhum idiota de não saber que Karl Marx formulou uma teoria econômica basaeada na luta de classes e no princípio da acumulação capitalista do lucro e que Vladimir Lenine, impregnado do marxismo, criou na Rússia a revoluçã9o que deveria instaurar o govcerno dos e para os trabalhadores – a sociedade sem classes. Ela fracassou, sem sopmnbra de dúvida, mas não basta o fracasso. É preciso destruir o conceito. A sociedade de classes voltou à Rússia. Estamos salvos! Penso sempre em Paulo Francis, que não era exatamente um comunista de carteirinbha e que, nos Diários da Corte, mesmo criticando a antriga URSS como aberração dizia que era importante porque colocava um limite ao poderio norteamericano, aos George W., Bushs da vida (agora sou eu, acrescentando). Pensei muito nisso, depois de ver Duro de Matar 5,  o que me permitiria dizer que, sim, até os blockbusters de Hollywood celebram a política. E, por falar nela, o Oscar de 2013 tem saido decantado como político porque pelos men os quatro filmes confr5ontam os EUA – a ‘América’ – com visões do saeu passado e presente. Lincoln e Django Livre, de Steven Spielberg e Quentin Tarantino; A Hora Mais Escura e Argo, de Kathryn Bigelow e Ben Affleck. Quem leva esta noite no Dolby Theatre? O Kodal já era. Ontem, realizaram-se as cerimônmisas de premiação do César, o Oscar francês, e do Spirit Award, que contemplça a produção independente dos EUA. AMor, de Michael Haneke, levou tudo na França – melhor filme, diretor, roteiro (Haneke),  ator e atriz (Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva). Meu sonho mais secreto seria ver Emmasnuelle Riva ganhar o Oscar e o Dolby Theatre se levantar para aplaudir a inesquecível intérprete de Hiroshima, Meu Amor, de Alain Resnais, mas já ficarewi conmtente se Jessica Chastain for melhor atriz, por A Hora Mais Escura, apesar do favoritismo de Jennifer Lawrence. O Spírit Award consagrou ontem O Lado Bom da Vida, de David O. Russell, que ganhou melhor filme, diretor, atriz (Jennifer) e roteiro. Independente, uma ova. O Spirit derste ano está com os dois pés em Hollywoopd – pelo menos premiou John Hawkes como melhor ator, e ele não concorre ao Oscar por seu papel em As Sessões -, porque,  se fosse independente de verdade, os prem,ios teriam sido desprejados em Indomável Sonhadora, Beasts of the Southern Wild, de Benh Zeitlin. E, ah, sim, no César o melhor filme estrangeiro foi… Argo – que ganha o quê, hoje à noite, em Hollywood? Melhor filme? Pode ser, mas não diretor, porque Ben Affleck não foi indicado na categoria e, neste caso, Spielberg leva? Mesmo não gostando muito de Amor, acharia legal se Haneke ganhasse, mas pelo segundo ano consecutivo…? No ano passado, O Artista ganhou melhor filme e diretor, Michel Hazanavicius. Outro estrangeiro, outro europeu, e num filme em língfua francesa, ainda por cima? Acho difícil, seria mais ou menos como a confissão pública do fracasso de Hollywood. Há tempos não vou tão sem certezas para uma uma cobertura do Oscar. Às 5 da tarde, no portal do Estado, teremos um debate que promete. João Luiz Sampaio (como moderador) e eu na redação, Ubiratan Brasil em Los Angeles e Lúcia Guimarães em Nova York. Acho que vai ser legal, e poderemos tergiversar sobre todas essas possibilidades.